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domingo, 20 de agosto de 2023

Poderes político e religioso unidos desde sempre!

Podemos ver em alguns têxtis bíblicos, essa relação muito próxima do poder político e do poder religioso em ação numa sociedade. Vamos começar pelo texto de Atos 12, 1-4: “Nessa ocasião, o rei Herodes, Agripa I, prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los e mandou matar à espada Tiago, irmão de João. Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo também Pedro durante a festa dos pães sem fermente [...] Herodes pretendia submetê-lo o julgamento público depois da Páscoa.” Fica muito evidente nesse texto a cumplicidade desses dois poderes para prenderem e matarem seus opositores em comum. Herodes agiu dessa forma porque percebeu que essas ações aumentariam a sua popularidade, já que os judeus odiavam o “povo do Caminho”. Veja que ele fez isso entre duas festas importantes: Pães sem fermente e Páscoa. Justamente por causa da peregrinação dos judeus. Em Mateus 27,11-12 é dito que “Jesus foi posto diante do governador, e este lhe perguntou: Você é o rei dos judeus? [...] Acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes religiosos, Ele nada respondeu.” A pergunta do governador foi política: você é o rei dos judeus? Roma não queria um poder paralelo constituído então via nessa acusação de Jesus ser o rei dos judeus como ameaça. Os fariseus e líderes religiosos sabiam disso, e justamente usaram essa acusação para chamar atenção dos políticos de Roma. Entretanto o que incomodava e muito esses líderes religiosos, era a mensagem confrontadora de Jesus aos seus comportamentos hipócritas. Na continuação desse capítulo é mostrado que o próprio político percebeu que Jesus não era uma ameaça, mas foi pressionado pelos judeus: “mas os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos convenceram a multidão a que pedisse Barrabás e mandasse executar Jesus.” (Mateus 27,20) Esses dois textos nos mostram como esses poderes se aliam e se ajudam para perseguir um grupo que é incômodo para ambos, mesmo que, seja por motivos diferentes. Essa situação sempre aconteceu e acontecerá de forma intensa no tempo do fim, que aliás, já estamos vivenciando. Em Apocalipse 13 é citado dois poderes: besta do mar (poder político) e besta da terra (poder religioso). Acontecerá novamente perseguição, prisão e morte de um grupo que representa perigo para o poder político porque não segue cegamente as leis estabelecidas e que confronta a apostasia e hipocrisia do sistema religioso. Irmãos, quando as igrejas (denominações cristãs) começarem a seguir à risca as leis e orientações do poder político, saiam delas imediatamente. Não tenham medo da acusação de abandono da congregação (Hebreus 10,25). Eles já estão usando esse texto para acusar os que estão saindo por terem percebido que frequentam lugares que propagam um falso evangelho. O sistema religioso não suportará a verdade pregada pelos verdadeiros discípulos de Cristo. Esse sistema se aliará ao Estado para perseguir. Da mesma forma que os fariseus não suportavam a pregação de Jesus e de seus seguidores, o sistema religioso cristão também não suportará. Eles rangerão os dentes em fúria como aconteceu em Atos 7,54: “ e rangiam os dentes contra Estevão”. Quem permanecer nos templos apóstatas cairá no precipício porque será guiado pelo espírito que atuava na igreja de Pérgamo (ensino de Balaão), igreja de Tiatira (tolerância ao espírito de Jezabel), Igreja de Laodiceia (o espírito do orgulho, aqui é o próprio satanás presidindo a igreja). Peçam sabedoria e discernimento à Deus para que possam identificar que espírito está atuando no templo que você congrega. Chegará o momento de decisão muito em breve, em que o povo cristão terá que fazer uma escolha entre a Verdade de Jesus Cristo e o engano apregoado por muitas congregações. É uma escolha entre a vida eterna e condenação eterna. Muitos líderes religiosos “pastorearão” seus rebanhos até o abismo por causa de status, dinheiro e reputação, se submeterão ao governo satânico. Atentai para a Santa Palavra de Deus! Lá está toda a verdade.

domingo, 9 de janeiro de 2022

O clamor é imprescindível

 Na Bíblia há vários textos sobre oração, súplica e clamor. Um dos mais contundentes é Atos 7,34, onde o próprio Deus fala sobre isso: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos e desci para livrá-lo...” Esse mesmo texto também está em Êxodo 3,7.

Deus viu a opressão e escutou o clamor do povo. Pela ordem dos verbos ver e ouvir podemos entender que Ele desceu porque escutou o clamor do povo e não porque viu a opressão. Logo a chave para o livramento foi clamor. Em Êxodo 2,23 nos aponta esse entendimento: “...os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus.”

Deus estava vendo tudo, mas o que fez Deus agir foi o clamor. Em Nm. 20,16 diz “...mas, quando clamamos ao Senhor, Ele ouviu o nosso clamor, enviou um anjo e nos tirou do Egito...”

Há diversos textos sobre Deus escutando o clamor dos seus servos. Irmãos, nós que cremos no arrebatamento e já entendemos pelas profecias que estamos no tempo desse cumprimento, precisamos clamar. Veja que nós temos um paralelo: o povo de Israel escravizado no Egito. Por causa dessa escravização eles clamaram e foram libertos. Deus enviou um anjo para libertá-los (Nm.20,16). Nós estamos no Egito (mundo), a cada dia que passa o sistema escravocrata está se manifestando. O que temos que fazer? Clamar!! Vamos esperar ficar insuportável? Não há necessidade de agirmos assim. Clamemos ao Todo Poderoso pela nossa libertação. O tempo é agora! Maranata!!!

Pai, sabemos que o tempo da vinda de Jesus chegou. Clamamos a Ti que dê a ordem para Ele vir nos resgatar, vir nos libertar. Como está escrito em Apocalipse 22

 

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Tribunal de Cristo : dia do julgamento


John Bevere em seu excelente livro Movido pela Eternidade, optou pela parábola para ilustrar verdades bíblicas relacionadas a nossa vida aqui nessa terra e a nossa eternidade. No capítulo oito do referente livro, o autor aborda o julgamento de dois cristãos: Egoísta (um cristão displicente) e Caridade (uma cristã fiel e comprometida com o Reino).

Vamos conhecer um pouco o perfil de cada um deles.

Egoísta acredita em Deus e nos seus ensinamentos, crê que o céu existe. Ele acredita também que como Deus é muito amoroso e será um juiz bondoso também que será benevolente com todos que professam lealdade a ele. Egoísta acredita que todos os que reconhecem Jesus verbalmente e vivem uma vida que não violente nenhuma lei principal terão direito à entrada no céu. Entretanto, de acordo com seu nome, ele é altamente egocêntrico e geralmente o bem que faz é movido por benefício pessoal. Algumas vezes é movido por compaixão, mas quando as coisas ficam difíceis, Egoísta busca sai em busca do seu próprio interesse pessoal. Na estória de Bevere, Egoísta era o prefeito de uma cidade, vivia cercado de pessoas famosas e ricas. Num determinado momento, Egoísta se viu numa situação difícil entre decidir em prol dos apoiadores de sua campanha ou em prol da igreja que frequentava em uma disputa de terreno. Ele optou pelos apoiadores e depois para aplacar sua consciência, fez uma contribuição financeira para a igreja. 

Caridade é uma pessoa que ama e obedece de coração a Jesus. Ela passa muito tempo buscando conhecer e compreender a vontade Dele. Isso significa longas horas de estudo. Caridade ama Jesus e anseia pelo dia que irá encontrá-Lo. Seu objetivo é viver para a Glória de Jesus e não permite que aquilo que a Beneficia se intrometa no caminho para o seu propósito principal. Ela é dona de um excelente restaurante e sempre que ganha algum prêmio, ela dá os créditos a Deus. Sempre se mostra grata a quem a ajudou, reconhece os méritos de seus funcionários e os elogia. Separa uma noite para se dedicar ao evangelismo, contribui com os alimentos do restaurante para fazer sopas para os famintos. Ao ajudar pessoas com dificuldades financeiras, ela aproveitava para compartilhar os ensinamentos de Jesus.

No dia do julgamento Egoísta foi chamado primeiro que Caridade. Ele imaginou que era por ter sido prefeito aqui na terra. Estava vendo pelo prisma do ser humano. Quando finalmente se viu diante de Jesus, soube imediatamente que ninguém poderia resistir à sua sabedoria e força.
Jesus perguntou a um sub-governante sobre quantos cidadãos Egoísta Exerceu impacto a favor do Reino. A resposta foi: poucos foram citados. Jesus continuou: eu sondo todos os corações e examino as motivações secretas. Ao contribuir financeiramente com a minha obra, Egoísta , você procurava aplacar sua consciência ou para manter ou consertar a sua reputação. Cada obra, motivação, intenção foi sendo exposta e Egoísta se dando conta o quanto ele tinha desperdiçado sua vida priorizando as coisas terrenas. Finalmente viu que as obras que havia feito eram motivadas pela proteção a si mesmo e pela preocupação com a sua reputação e por seus motivos egoístas.
Na estória de Bevere, Egoísta tinha uma casa nas planícies (lugar afastado da moradia Real) e a sua ocupação era de um jardineiro paisagista.

Julgamento de Caridade. Jesus mostrou à Caridade como ela havia ministrado imensamente a Ele servindo ao seu povo e obedecendo seus mandamentos. 
O seu serviço, a sua colaboração para a igreja, o amor que ela demonstrava para os seus irmãos e a sua recusa em tomar parte em atividades e discussões impróprias ou irresponsáveis, as perseguições que ela sofrera por seguir Jesus, o seu trabalho em servir os outros através do restaurante, as suas orações pelos perdidos etc. Tudo isso foi exposto e examinado. Claro que algumas coisas que ela fez foram queimadas no Tribunal mas o seu ganho era muito maior que suas perdas.
Jesus perguntou a um sub-governante: quantas vidas Caridade influenciou para o Reino? 5.183, 1/6 da população de sua comunidade, foi a resposta. Jesus lembrou a todos que Ele prometeu multiplicar a semente que nós semeássemos e aumentar os frutos da sua justiça. Cada vida que Caridade impactou, fez diferença em tantas outras. Essas outras vidas também foram creditadas para Caridade. Caridade foi recompensada com uma casa na costa do Grande Mar, perto da Casa de Jesus no Centro Real além de governar dez cidades. Inclusive Egoísta que aqui na terra era prefeito, no Reino ele se reportará a Caridade. Ela ficou numa posição muito superior a dele.

Claro que são estórias fictícias e que podem gerar até alguns questionamentos, mas o que é de fato importante é que esse Tribunal será real, nossas obras, palavras, motivações, intenções, etc serão esquadrinhados e isso impactará na nossa posição no Reino de Deus. Desde a nossa ocupação, o lugar onde teremos nossa casa, o nosso relacionamento com Cristo (eu acredito que algumas pessoas terão muito mais acesso a Ele do que outras). 

Recomendo muito o livro Movido pela Eternidade de John Bevere. Esse livro me abriu completamente os olhos sobre a vida na eternidade e tenho certeza que fará algumas mudanças na forma de você pensar ao lê-lo.

No próximo texto continuarei a abordar assuntos relacionados a eternidade. Pretendo falar sobre santidade.


sábado, 23 de fevereiro de 2019

Tribunal de Cristo : algumas áreas avaliadas


Há áreas em nossas vidas que serão avaliadas para verificar se teremos recompensas ou não; se termos recompensas eternas ou perdas eternas. Hoje serão listadas algumas áreas que são fundamentais para o cristão. Esta lista é baseada no Apêndice A do livro Movido pela Eternidade de John Bevere:

1) O nosso trabalho para Cristo

Por que o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras. (Mt. 16,27)

Cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. (1Co. 8,38)

E lembrem-se que o Pai celestial a quem vocês oram não tem favoritos ao julgar. Ele julgará ou recompensará vocês de acordo com o que fizerem. Então, vocês devem viver em temor reverente a Ele durante o seu tempo como peregrinos aqui na terra. (1Pe. 1,17)


2) Nossos atos

Eis que venho sem demora, e comigo está o meu galardão e as minhas recompensas, para retribuir e recompensar a cada um segundo o que seus atos e suas obras merecem. (Ap. 22,12)

Tu [Deus] estás bem ciente da conduta de todas as pessoas, e Tu as recompensas de acordo com os seus atos (Jr. 32,19)

Os justo serão recompensados por sua própria bondade, e os perversos serão punidos por sua própria perversidade (Ez. 18,20)


3) Nossa santidade

O Senhor me tratou conforme a minha justiça; conforme a pureza das minhas mãos recompensou-me. (Sl. 18,20)

Grande [és Tu] em conselho e magnífico em obras; cujos olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para recompensar ou retribuir a cada um segundo o fruto do seu proceder. (Jr. 32,19)

O julgamento virá outra vez para os justos, e os que são retos receberão a sua recompensa. (Sl. 94,15)


4) Nossas motivações

Eu, o Senhor, esquadrinho todos os corações e examino as motivações secretas. Eu dou a todas as pessoas suas devidas recompensas, de acordo com o que suas ações merecem. (Jr. 17,19)

Você pode dizer que o problema não é seu, mas Deus conhece o seu coração e sabe os seus motivos. Ele pagará de acordo com o que cada um fizer. (Pv. 24,12)

E todas as congregações (igrejas) reconhecerão e entenderão que Eu Sou aquele que sonda mentes (os pensamentos, sentimentos e propósitos) e [o íntimo dos] corações, e vos darei a cada um [a recompensa pelo que fizeste] segundo as vossas obras. (Ap. 2,23)


5) Nossa atitude

Se você seguir a Cristo com essa atitude, agradará a Deus. (Rm. 14,18)

Eu os advirto, vocês mesmos estão correndo risco de serem punidos pela sua atitude. Então vocês saberão que há um juízo. (Jó 19,29)

Pois foi este o meu propósito em vos escrever, para testar a vossa atitude e ver se passaríeis no teste. (2Co. 2,9)


6) Nossas Palavras

Os bons serão recompensados pelo que dizem (Pv. 13,2)

Você será recompensado pelas coisas boas que disser e receberá de volta aquilo que fizer. (Pv. 12,14)

Eu afirmo a você que no Dia do Juízo, cada pessoa vai prestar contas de toda a palavra inútil que falou. Por que as suas palavras vão servir para julgar se você é inocente ou culpado. (Mt. 12,36-37)


Essas são algumas das áreas que serão examinadas no Tribunal de Cristo e nós muitas das vezes, ou a maioria delas, nem nos damos conta. Vamos vivemos de uma forma completamente displicente esquecendo-nos que um dia prestaremos contas e o veredito desse julgamento impactará a forma que viveremos no Reino de Cristo. No reino de Deus terá moradias (João 14,2). Você acha mesmo que a moradia de uma pessoa que se dedicou ao Reino de Deus, aqui na terra, terá a moradia no mesmo padrão de quem não se dedicou tanto assim? Será que essas casas não serão por áreas ? Área A (lugar mais próximo do trono de Deus, por exemplo). São conjecturas válidas ! Por que Deus adota a meritocracia. Nas referências bíblicas acima, isso está claro. Da mesma forma que haverá moradias diferentes também haverá diversas ocupações. De jardineiro à governantes de cidades (aqui na terra no Milênio). Pensamos nisso no nosso dia-a-dia corrido? Dificilmente ...

Que possamos elevar os nossos pensamentos todo dia. Que fiquemos, sim, com a cabeça nas nuvens ! Isso nos fará a manter o foco no Reino vindouro e mudaremos a nossa mentalidade em relação as coisas de Deus nessa terra, onde, somos peregrinos.

Próximo texto replicarei parte de dois julgamentos alegóricos descritos no livro Movido pela Eternidade para exemplificar o que vimos até aqui.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Tribunal de Cristos : recompensas


Baseado em 1Co. 3,15 e Ap. 3,21, John Bevere, em seu livro Movido pela Eternidade, afirma que as recompensas eternas e posição dadas aos fiéis serão diferentes e também cobrirão uma grande variedade delas. Eles irão desde aquele que verá tudo se perder e ser queimado até aquele que reinará ao lado de Cristo pela eternidade.

O apóstolo Paulo diz que existem duas classes de materiais com que os "cooperadores de Deus" podem construir o edifício cujo alicerce já foi estabelecido. Ouro, prata, pedras preciosas são materiais indestrutíveis. Essas são as obras de Deus, das quais o homem simplesmente se apropria e usa. Por outro lado, madeira, feno e palha são materiais destrutíveis. São as obras do homem, que ele produziu com seus próprios esforços. (PENTECOST, 2006).

Paulo revela que o Tribunal de Cristo visa examinar o que foi feito por Deus mediante as pessoas e o que foi feito pela força do homem; o que foi feito para a glória de Deus e o que foi feito para a glória humana. Isso requer uma severa prova (fogo) para que seu caráter verdadeiro seja demonstrado.

A forma como vivemos a nossa vida determinará como nos sairemos quando o fogo examinar o nosso trabalho. Não é somente as nossas obras que serão examinadas. Nossos pensamentos, motivações e intenções também serão. Ao passar pelo crivo do fogo haverá perda de recompensa para o que for destrutível e ganho de galardão para o que for indestrutível.

No Novo Testamento exitem cinco áreas em relação às quais se mencionam especificamente o galardão:

1) uma coroa incorruptível para os que obtiveram vitória sobre o velho homem (1Co. 9,25)
2) uma coroa de alegria para os ganhadores de alma (1Ts. 2,19)
3) uma coroa de vida para os que suportam a provação (Tg. 1,12)
4) uma coroa de justiça para os que amam a Sua vinda (2Tm. 4,8)
5) uma coroa de glória para os que se dispuseram a apascentar o rebanho de Deus (1Pe. 5,4)

No Tribunal de Cristo nada das nossas vidas ficará em oculto. Tudo ficará visíveis e as claras. Haverá uma investigação profunda de nossas motivações, intenções, pensamentos, palavras, atos, etc.
Vivemos nessa terra sem pensarmos muito na eternidade. Nos esforçamos e muito para sermos bem sucedidos e reconhecidos pelos homens, aqui. Priorizamos exageradamente as coisas terrenas e nos esquecemos completamente do Reino Vindouro onde passaremos a nossa eternidade. 

Como passaremos a eternidade? Normalmente não pensamos nisso. Paramos no ponto: vamos para o céu ! Esquecemos do Milênio (Ap.20,2) e da Eternidade Vindoura, Novos Céus e Nova Terra (Ap. 21,1).
Em 2Pe. 1,10-11 é dito: "portanto irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão, e assim vocês estarão ricamente providos quando entrarem no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Será nesse julgamento que posições a serem ocupadas pelos servos fiéis, no governo teocrático de Jesus, serão definas. O Governo de Cristo será sediado em Jerusalém (Is.21,3; 62,1-7; Zc.8, 20-23) e será de alcance mundial (Sl.72, 11-17; Sl.86, 9; Is.35, 5; Dn.7, 13-14). Em Ap.20, 6 diz que os santos serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele durante mil anos. Veja: reinarão ! Esses santos ocuparão posições no governo de Cristo e isso será determinado no Tribunal de Cristo através da avaliação realizada sobre as suas vidas aqui na terra.

Que posição queremos ocupar no Governo de Cristo? Como estamos vivendo aqui nessa terra? Temos priorizado o Reino de Deus? As respostas a essas perguntas nos faz ter uma ideia se seremos aprovados (ouro, prata, pedras preciosas) ou se seremos reprovados (madeira, palha, feno). 

Continuaremos falando sobre esse assunto no próximo texto, focando nas principais áreas a serem inspecionadas no Tribunal de Cristo.





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Tribunal de Cristo : introdução


Os textos de 2 Co. 5,10 e Rm. 14,10 declaram que os crentes serão examinados diante de Jesus Cristo. Isso é explicado com maiores detalhes em 1 Co. 3, 9-15.

A palavra tribunal, tanto em Romanos quanto em Corintios, vem da palavra grega bema. A Concordância de Strong define "essa palavra como "um degrau, um degrau maior para descanso em uma escada, uma plataforma - uma plataforma elevada. (BEVERE, John).

O tribunal de Cristo é literalmente o tribunal divino de Deus. 

Vamos ver o que os principais textos sobre esse assunto nos diz:

"Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más" (2 Co. 5,10).

"Portanto, você, por que julga seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus" (Rm. 14,10).

"Pois nós somos cooperadores de Deus, vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus. Conforme a graça de Deus que me foi concedida, eu, como sábio, construtor, lancei o alicerce, e outro está construindo sobre ele. Contudo, veja cada um como constrói. Por que ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. Se alguém constrói sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo, contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo. (1 Co. 3, 9-15).

Jesus não é apenas o nosso Salvador, mas ele é o nosso Juiz e em breve julgará a sua própria casa.  Muitas pessoas que professam a fé cristã e frequentam igrejas não estão cientes de que prestarão contas do que fizeram durante a sua permanência na terra.

Pentecost em seu Manual de Escatologia afirma que " o bema segue a translação, os 'ares' devem ser o seu palco". Encontramos apoio nessa afirmação em 2 Co. 5,1-8, onde Paulo descreve os acontecimentos que ocorrem quando o crente "deixar o seu corpo e habitar com o Senhor".

Esse tribunal está relacionado somente aos crentes, é nele que será distribuídos as recompensas dos fiéis. Vale ressaltar que não se trata de julgar se o crente está/será salvo ou não. Esse tribunal visa somente julgar as obras dos crentes para recompensá-los ou não. O propósito de Cristo é recompensar os serviços dos crentes pelas coisas feitas em nome Dele. 

Em 1 Co. 3,14-15 aponta que o exame nesse tribunal terá um duplo resultado: um galardão recebido e outro perdido. O que determina se uma pessoa recebe ou perde um galardão é a prova pelo fogo. Esse é um teste que apura o caráter e a motivação interna. "Todo o propósito de uma prova pelo fogo é identificar o que é destrutível e o que é indestrutível" (PENTECOST, 2006, p. 245).

Diante do exposto acima, somos obrigados a refletir sobre como temos levado nossas vidas e o impacto disso na nossa eternidade. O que nos move? O que nos motiva fazer algo para o reino? Quais as nossas intenções por trás dos nossos bons atos?

No próximo texto, esse último parágrafo será explorado mais detalhadamente.




domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pensamos na Eternidade ?

Salmo 90,10 diz que "os anos de nossa vida chegam a setenta ou a oitenta para os que têm mais vigor..." mesmo sabendo disso, agimos como fossemos viver para sempre nessa terra. Nossas preocupações, planos, expectativas normalmente giram em torno do nosso cotidiano e futuro aqui.

Ao ler o magnífico o livro de John Bevere, Movido pela Eternidade, tive os meus olhos abertos. Oro à Deus nesse momento, pedindo que abençoe esse querido irmão. Esse livro deveria ser lido por todo o Cristão. Nele, Bevere, discorre sobre a vida cristã e sua relação com a eternidade. Céu ou lago de fogo? Há muitos cristãos enganados achando que herdarão o Reino dos Céus por ter confessado Jesus como Senhor e afirmar que crer Nele. Isso não basta !!

Se alguém chegar para você hoje e dizer: o que você fizer nesse dia de hoje definirá como você viverá na eternidade. Como você viveria essas 24 horas ? Seria displicente ou diligente ? Se esforçaria para ter êxito e conseguir uma boa eternidade? Pois é , nossa vida inteira pode ser comparada a essa 24 horas. O que temos feito por nossa eternidade ? É uma dura reflexão, confesso.

Várias pessoas não estão edificado suas vidas naquilo que é eterno, a Palavra de Deus, mas sim sobre coisas etéreas, como cultura, tradição, percepções emocionais a respeito de quem é Deus. Isso se aplica tanto a não cristãos quanto a cristãos. Isso é grave ! Principalmente para os cristãos, já que esses tem certeza que estão no caminho certo e fazendo as coisas certas.

Temos que ter sempre em mente que os julgamentos de Deus são eternos. Não podemos arriscar a descobrir que estávamos equivocados quando atravessarmos a ponte para o outro lado. Haverá um Dia do Julgamento, o qual tem sido pré-ordenado desde a fundação do mundo (At. 17,31).

Bevere afirma, baseado em Hebreus 6,2, que os julgamentos naquele Dia são chamados de eterno. As decisões tomadas na ocasião, que serão baseadas em como alinhamos nossas vidas com a eterna Palavra de Deus, determinarão como passaremos o resta da nossa eternidade !

Muitos estão caminhando a passos largos rumo a Tribunal do Trono Branco (Ap.20,11) e achando que estão firmes a caminho do Tribunal de Cristo (2 Co. 5, 10). Que terrível !

Temos que avaliarmos nossa vida todo dia. Confrontar nossos atos com a Palavra de Deus diariamente.

Próximo texto pretendo abordar atitudes que podem levar ao Tribunal do Trono Branco, caso não haja arrependimento.