segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Relacionamento Cristão

Relacionamento Cristão A tecnologia da informação tem avançado diariamente. Novos aplicativos para comunicação facilitam a interação entre pessoas cada vez mais. Nos dias e hoje não há mais barreira geográfica que dificultem a comunicação entre as pessoas. Esse avanço tecnológico é excelente pois permite o contato com pessoas que antes seria impossível. Abre portas para avanço científico visto que cientistas do mundo inteiro podem se comunicar. Como tudo na vida há o lado negativo, aqui a informação/comunicação não poderia ser diferente. Os aplicativos de relacionamento são exemplos positivo e negativo. Vamos explorar o lado negativo disso: golpes, estelionato sentimental, casamentos incompatíveis etc. Com a facilidade proporcionada pela tecnologia, muitos cristãos aderiram aplicativos e/ou sites de relacionamentos para encontrarem potencias cônjuge. Essas ferramentas são úteis desde que sejam usadas com muita sabedoria. O filtro bíblico terá que ser ativado em sua totalidade. Um texto que é um excelente filtro é Números 36, especificamente os versículos 7-9: “nenhuma herança em Israel poderá passar de uma tribo para, pois todos os israelitas manterão as terras das tribos que herdaram de seus antepassados. Toda filha que herdar terras em qualquer tribo israelitas se casará com alguém do clã da tribo de seu pai, para que cada israelita possua a herança dos seus antepassados.” Fazendo um paralelo desse texto para os nossos dias temos: 1) Mesmo princípio espiritual: cristão Não há como viver um casamento baseado nos princípios bíblicos se um dos cônjuges não for cristão verdadeiro. Por isso Paulo diz em 1 Coríntios 7, versículo 39: “a mulher está ligada a seu marido enquanto ele viver. Mas se o seu marido morrer, ela estará livre para se casar com quem quiser, contanto que ele pertença ao Senhor. Em Números 36, versículo 6 Moisés diz: “É isto que o Senhor ordena quanto às filhas de Zelofeade: elas poderão casar-se com quem lhes agradar, contanto que casem dentro do clã da tribo de seu pai. Deus é nosso pai (1 Coríntios 8, Versículo 6), portanto esse princípio dado em Números 36, versículo 6 se estende à todos nós. 2) Mesma vertente do Cristianismo Não há como conciliar um casamento entre protestante e católico, por exemplo. Há divergências doutrinárias profundas. No domingo os dois vão cada um para a sua denominação, os filhos serão batizados ou apresentados? Serão criados/doutrinados em qual vertente? O protestante aceitará imagens de escultura dentro da casa que vivem? Tudo isso tem que ser considerado. 3) Mesma denominação Aqui focando principalmente nos protestamos que tem várias denominações. Cuidado ao se relacionar com uma pessoa que pertence a uma denominação diferente da sua. Um neopentecostal terá dificuldades com um reformado. As crenças são muito distintas. Um crê em profecias, revelações proferidas por um pastor, irmã do círculo de oração enquanto o outro crê que isso cessou em Atos 2. Parece um ponto menor, mas não é. Imagina o homem neopentecostal chegando em casa e falando sobre mudar de cidade porque Deus tem algo grande numa nova localidade? Sabemos que esse tipo de “profecia” é corriqueiro em igrejas neopentecostais. Esse casamento terminará em divórcio caso o homem realmente creia que a profecia é de Deus. 4 Mesma localidade geográfica (país/estado/cidade) Aqui é uma percepção pessoal e não espiritual. Haverá sempre o risco em se casar com alguém que pertence a uma terra diferente da sua. Num determinado momento da vida pode ocorrer algo que o cônjuge que está distante da sua terra natal, queria ou tenha que retornar. Nesse ponto, muitos casamentos terminam. Imagina um brasileiro(a) casar-se com um estrangeiro (mesmo ele sendo cristão), ter filhos nesse relacionamento e de repente o estrangeiro decidir retornar ao país de origem? Se o brasileiro(a) morar no país do cônjuge estrangeiro e o casamento acabar? Se tiver filhos menor de idade, o brasileiro(a) terá que permanecer nesse país mesmo divorciado por causa dos filhos. Pesquisem sobre convenção de Haia. Números 36 não está na Bíblia por acaso. É uma orientação preciosa até para os nossos dias. Na verdade, principalmente para os nossos dias já que hoje a possibilidade de formar famílias com estrangeiro é infinitamente maior do que naquela época. Então você que está solteiro e deseja casar-se, seja sábio e use Números 36 como base para selecionar alguém para ser seu cônjuge.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Quando a rebeldia de alguém é uma ferramenta para a conversão de outros.

No capítulo 1 de Jonas vemos como ele deliberadamente fugiu da ordem dada por Deus: “vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, por que a sua maldade subiu até a minha presença.” No versículo 3 diz: “mas Jonas fugiu da Presença do Senhor, dirigindo-se para Társis.” Nem todos que são profetas, escutam a voz de Deus e tem um chamado, sabem quem Deus é de verdade. No texto está dizendo que Jonas fugiu. Aqui eu pergunto: será que Jonas tinha conhecimento sobre quem Deus realmente é? Ele sabia sobre o caráter de Deus? Ou sabia somente em partes? Pela ação que o profeta teve, nos leva a crer que ele não conhecia a Deus completamente. Jonas não mediu as consequências de sua rebeldia. Quando não medimos esse tipo de consequência, prejudicamos não somente a nós, mas também a quem nos cerca. Nos versículos 6-8 vemos os marinheiros aflitos passando pela tribulação marítima por causa de Jonas. Eles sabiam que aquela tempestade era sobrenatural. No versículo 6 é dito que eles clamaram aos seus deuses e no versículo 10 eles perguntaram: “o que foi que você fez?” Pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor. O próprio Jonas confessou a eles. Quantas vezes vemos pessoas que se dizem servir a Deus passando por árduas lutas e os ímpios que as cercam falam para elas orarem? Orientam a fazer sacrifícios, orações fortes etc.? Muitas vezes essas pessoas se comportaram como Jonas e as consequências da rebeldia delas é entendida até mesmo pelos ímpios, que percebem que há algo sobrenatural ocorrendo na vida delas. O desconhecimento de quem é Deus, do seu caráter e de como Ele age pode levar muitas pessoas a caírem na desobediência, na rebeldia, achando que Deus não agirá. Não fará nada. Quando menos esperam se veem cercadas por ímpios numa tempestade em alto mar, sendo questionadas e orientadas por esses ímpios. Se olharmos atentamente versículo por versículo do capítulo 1 do livro de Jonas veremos como o profeta se perdeu. Foi para o navio dos ímpios, adormeceu profundamente e não viu quando a tempestade começou, não despertou sozinho e foi necessário que o capitão do barco fosse acordá-lo e mandá-lo clamar a Deus etc. Veja a situação espiritual de Jonas pós rebelião. Saiu da presença de Deus e foi para Társis embarcar num navio cheio de adoradores de outros deuses (v.3). É exatamente assim que ocorre quando se desobedece a Deus. Sai da Presença dele e vai para presença de deuses falsos. A consequência sempre vem. No caso de Jonas, os marinheiros tiveram que lançá-lo ao mar (v.15) para poder seguir viagem e não sucumbirem. “[..] pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este aquietou” (v.15). Deus não só pune a rebeldia como usa a punição pública para gerar temor e alcançar outros com a salvação. No versículo 16 é dito que “ao verem [que o mar se aquietou], os homens adoraram ao Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos.” A punição à Jonas gerou temor no coração dos homens ímpios levando-os e reconhecer como Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra. O Deus apresentado por Jonas no versículo 9. Deus não perde oportunidade. Ele usa qualquer situação para gerar salvação para os marinheiros (v.16) e arrependimento à Jonas (capítulo 2). Que possamos nos arrepender diariamente sem sermos rebeldes e sim humildes e com temor em nossos corações. Sigamos sempre em obediência ao Deus criador dos céus, da terra e do mar e Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Bençãos e maldições

Em Deuteronômio (Dt.) 28 estão listadas as bençãos e maldições. Bençãos para quem é obediente e maldições para quem decide ser um transgressor dos mandamentos de Deus. Esse capítulo é composto de 68 versículos (Bíblia versão NVI) dos quais 54 versículos falam das consequências para um desobediente. Algumas pessoas preferem deturpar os textos bíblicos sobre misericórdia para assim desobedecerem tranquilamente sem se preocuparem com as consequências de suas ações pecaminosas. Deuteronômio 28 nos mostra o quão equivocado é o pensamento: “Deus não se importa”; “foi só um errinho”; “Deus entende”; “Deus é amor e mesmo se eu pecar, Ele não levará em conta”. Essas afirmações parecem absurdas, mas elas são ditas por diversas pessoas, inclusive, dentro das denominações ditas cristãs. Nada mais mentiroso. Dt. 28 é o texto base, no meu entendimento, para os obedientes e desobedientes. Há exemplos específicos sobre o que ocorre om quem desobedece aos mandamentos divinos. Vamos a alguns: 1 Samuel, 2, 12-36 (os crimes dos filhos de Eli e a profecia contra a casa de Eli); a história de Sansão (Juízes, 13-16); o começo da queda do rei Saul (1 Samuel 13); as consequências do adultério do rei Davi (2 Samuel 12, 1-22) e tantos outros. A Bíblia está repleta de textos sobre as consequências da desobediência e isso nos mostra que a cegueira espiritual tem prevalecido na vida de muitos que creem que Deus não os castigará pela rebeldia cometida. Precisamos pedir à Deus que coloque em nosso coração temor por sua lei. Que tenhamos os olhos espirituais sempre abertos e que possamos amar a Deus acima todas as coisas. Só assim O obedecemos e desfrutaremos das bençãos listadas em Dt. 28, 1-14.

domingo, 20 de agosto de 2023

Poderes político e religioso unidos desde sempre!

Podemos ver em alguns têxtis bíblicos, essa relação muito próxima do poder político e do poder religioso em ação numa sociedade. Vamos começar pelo texto de Atos 12, 1-4: “Nessa ocasião, o rei Herodes, Agripa I, prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los e mandou matar à espada Tiago, irmão de João. Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo também Pedro durante a festa dos pães sem fermente [...] Herodes pretendia submetê-lo o julgamento público depois da Páscoa.” Fica muito evidente nesse texto a cumplicidade desses dois poderes para prenderem e matarem seus opositores em comum. Herodes agiu dessa forma porque percebeu que essas ações aumentariam a sua popularidade, já que os judeus odiavam o “povo do Caminho”. Veja que ele fez isso entre duas festas importantes: Pães sem fermente e Páscoa. Justamente por causa da peregrinação dos judeus. Em Mateus 27,11-12 é dito que “Jesus foi posto diante do governador, e este lhe perguntou: Você é o rei dos judeus? [...] Acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes religiosos, Ele nada respondeu.” A pergunta do governador foi política: você é o rei dos judeus? Roma não queria um poder paralelo constituído então via nessa acusação de Jesus ser o rei dos judeus como ameaça. Os fariseus e líderes religiosos sabiam disso, e justamente usaram essa acusação para chamar atenção dos políticos de Roma. Entretanto o que incomodava e muito esses líderes religiosos, era a mensagem confrontadora de Jesus aos seus comportamentos hipócritas. Na continuação desse capítulo é mostrado que o próprio político percebeu que Jesus não era uma ameaça, mas foi pressionado pelos judeus: “mas os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos convenceram a multidão a que pedisse Barrabás e mandasse executar Jesus.” (Mateus 27,20) Esses dois textos nos mostram como esses poderes se aliam e se ajudam para perseguir um grupo que é incômodo para ambos, mesmo que, seja por motivos diferentes. Essa situação sempre aconteceu e acontecerá de forma intensa no tempo do fim, que aliás, já estamos vivenciando. Em Apocalipse 13 é citado dois poderes: besta do mar (poder político) e besta da terra (poder religioso). Acontecerá novamente perseguição, prisão e morte de um grupo que representa perigo para o poder político porque não segue cegamente as leis estabelecidas e que confronta a apostasia e hipocrisia do sistema religioso. Irmãos, quando as igrejas (denominações cristãs) começarem a seguir à risca as leis e orientações do poder político, saiam delas imediatamente. Não tenham medo da acusação de abandono da congregação (Hebreus 10,25). Eles já estão usando esse texto para acusar os que estão saindo por terem percebido que frequentam lugares que propagam um falso evangelho. O sistema religioso não suportará a verdade pregada pelos verdadeiros discípulos de Cristo. Esse sistema se aliará ao Estado para perseguir. Da mesma forma que os fariseus não suportavam a pregação de Jesus e de seus seguidores, o sistema religioso cristão também não suportará. Eles rangerão os dentes em fúria como aconteceu em Atos 7,54: “ e rangiam os dentes contra Estevão”. Quem permanecer nos templos apóstatas cairá no precipício porque será guiado pelo espírito que atuava na igreja de Pérgamo (ensino de Balaão), igreja de Tiatira (tolerância ao espírito de Jezabel), Igreja de Laodiceia (o espírito do orgulho, aqui é o próprio satanás presidindo a igreja). Peçam sabedoria e discernimento à Deus para que possam identificar que espírito está atuando no templo que você congrega. Chegará o momento de decisão muito em breve, em que o povo cristão terá que fazer uma escolha entre a Verdade de Jesus Cristo e o engano apregoado por muitas congregações. É uma escolha entre a vida eterna e condenação eterna. Muitos líderes religiosos “pastorearão” seus rebanhos até o abismo por causa de status, dinheiro e reputação, se submeterão ao governo satânico. Atentai para a Santa Palavra de Deus! Lá está toda a verdade.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Obediência: característica de quem ama à Deus

A Obediência é uma das características de quem ama à Deus. Há vários textos nas Escrituras que abordam este assunto. Em Deuteronômio 30, 15-16 é dito: “vê que hoje ti pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos e de guardar os mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres.” Neste texto há uma promessa para quem obedece e um dos requisitos é amar ao Senhor. Quem ama à Deus obedece aos seus mandamentos. A Bíblia diz em Josué 1,8 “não se aparta da tua boca o livro desta Lei, antes medita nela dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito, porque então farás prosperar o teu caminho, e será bem sucedido.” O nosso maior exemplo de obediência é Jesus. “Ainda que era filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu; e tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” (Hebreus 5, 8-9) O próprio Jesus disse em João 4, 34 que “a minha comida é dizer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra.” No mesmo livro no capítulo 14, 15-25, Ele diz “se me amardes, guardares os meus mandamentos [...] Respondeu-lhes Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada”. Continuando a citar o exemplo de Jesus, apresentamos João 15,10 que diz “Se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” Os mandamentos foram resumidos em dois por Jesus em Mateus 22, 36-39: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: ‘ame o Senhor, o seu Deus, de todo o coração de toda a sua alma e todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ame o seu próximo como a si mesmo’. Jesus estabeleceu uma única regra para o relacionamento vertical (entre nós e Deus) e horizontal (entre nós e as outras pessoas): o amor. Amar requer negar a si mesmo. É deixar de ser a prioridade e centro das nossas próprias vontades. Isso é dificílimo. Por isso devemos nos examinar diariamente para verificarmos se estamos no caminho certo, se estamos caminhando nos passos de Jesus. É uma tarefa diária. A renúncia precisa ser todos os dias da nossa vida. Olhemos para dentro de nós e peçamos a ajuda do Espírito Santo para identificarmos falhas, empecilhos, ações que nos desviam desses mandamentos de Mateus 22, 37-39.

domingo, 22 de janeiro de 2023

Maior mandamento: amar à Deus

O nosso estilo de vida diz muito sobre quem nós somos e em que acreditamos. As nossas prioridades apontam para o lugar onde nossos corações estão. Dito isso, torna-se fácil identificar quem está disposto a obedecer ao maior mandamento de todos: “ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” (Mt. 22,37). Jesus prossegue no versículo 38 dizendo que este é o primeiro e maior mandamento. Em Êxodo 20,3 diz “não terás outros desuses além de mim”. Essa atitude é uma manifestação do nosso amor à Deus. Lembremos sempre que “deuses” é qualquer coisa ou pessoa que ocupa o lugar de Deus nas nossas vidas. Deus tem que ocupar o primeiro lugar sempre. Se analisarmos esse primeiro mandamento com cuidado, chegaremos a conclusão que tudo está em torno dele. Vejamos: “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam. (1 Co. 2,9). O sobrenatural maravilhoso está reservado apenas para aqueles que obedecem ao primeiro mandamento: amar à Deus acima de tudo. Esse versículo é usado pelas pessoas com o foco na primeira parte, o sobrenatural, mas a segunda parte que é fator condicionante é ignorada totalmente. É justamente esse fator (amar à Deus) que é o imprescindível para o cumprimento da promessa. Outra passagem muito utilizada: “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus...” (Rm.8,28). Todas as coisas, sejam elas boas ou más, só vão cooperar para p bem somente para aqueles que amam à Deus. Outro texto que evidencia o quão importante é para nós obedecermos ao primeiro mandamento: “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam. (Tg. 1,12). Outro texto que conecta a provação com coroa da vida é Apocalipse 2,10: “não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte e eu lhe darei a coroa da vida. Os textos de Tiago e Apocalipse já nos evidenciam uma das características daqueles que amam à Deus: a fidelidade. Quem ama à Deus é fiel a sua Palavra. Ser fiel requer renúncias, requer a negação do nosso eu, dos nossos desejos e anseios. É colocar na prática diariamente aquela orientação de Jesus: “se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. (Lc. 9,23) Às vezes essa provação pode ser temporária ou permanente. Imaginemos a situação hipotética: um homem casado com uma mulher como a descrita em Pv. 21,19: briguenta e amargurada. Esse homem, todos os dias, terá que negar a si mesmo e tomar a sua cruz em amor e temor para com aquele que o amou primeiro (1João, 4,19) e, que estabeleceu um critério para a quebra de aliança no casamento (Mt.19,9). Essa situação é fácil? Claro que não! Mas o nosso foco tem que ser sempre o autor e consumador da nossa fé (Hb.12,2) e sempre prosseguindo para o alvo (Fp. 3,14). Que a nossa oração diária seja a mesma do Salmo 42,1-2: “como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por Ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?”

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Deus, o nosso pastor

 

Deus, o nosso pastor

Salmo de Davi.

1Senhor é o meu pastor:

nada me faltará.

2Ele me faz descansar

em pastos verdes

e me leva a águas tranquilas.

3Senhor renova as minhas forças

e me guia por caminhos certos,

como ele mesmo prometeu.

4Ainda que eu ande

por um vale escuro como a morte,

não terei medo de nada.

Pois tu, ó Senhor Deus,

estás comigo;

tu me proteges e me diriges.

5Preparas um banquete para mim,

onde os meus inimigos me podem ver.

Tu me recebes

como convidado de honra

e enches o meu copo até derramar.

6Certamente a tua bondade

e o teu amor

ficarão comigo enquanto eu viver.

E na tua casa, ó Senhor,

morarei todos os dias da minha vida.