segunda-feira, 4 de novembro de 2024
Quando a rebeldia de alguém é uma ferramenta para a conversão de outros.
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Obediência: característica de quem ama à Deus
domingo, 22 de janeiro de 2023
Maior mandamento: amar à Deus
domingo, 5 de dezembro de 2021
Trajes reais
Hoje falaremos sobre os versículos 1 a 3 do capítulo 5 do livro
de Ester:
“Três dias
depois, Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do
palácio, em frente do salão do rei. O rei estava no trono de frente para a entrada.
Quando viu a rainha Ester ali no pátio, teve misericórdia dela e estendeu-lhe o
cetro de ouro que tinha na mão. Ester aproxima-se e tocou a ponta do cetro. E o
rei lhe perguntou: ‘que há, rainha Ester? Qual é o seu pedido? Mesmo que seja a
metade do reino, lhe será dado.’
Ester estava numa situação
extremamente difícil: pressionada com o decreto que autorizava o extermínio do
seu povo e ao mesmo tempo tendo que ir contra a lei que dizia que ninguém
poderia se aproximar do rei sem ter sido convocado a presença dele.
O que aconteceu à Ester, acontece
conosco, guardada as devidas proporções. Muitas vezes nos sentimos
completamente sem saída, acreditando que realmente é o fim. O primeiro passo que Ester deu foi fazer um
jejum (Ester 4,16), depois vestiu seu traje de rainha e foi se colocar na
presença do rei. O jejum é a quebra do querer da carne, é a subjugação do
conforto e prazer. É a negação do Eu.
Primeiramente precisamos negar a
nós mesmo, subjugar a nossa carne e aí sim estaremos aptos a vestirmos as
vestes reais. Assumir a nossa identidade de filhos fiéis do Deus vivo.
Em Ap. 19,8 é dito “para vestir-se
foi-lhe dada linho fino, brilhante e pleno”. O linho fino são os atos justos dos
santos”. Esse versículo está se referindo a noiva de Cristo mencionada no
versículo 7 do mesmo capítulo.
Como noiva de Cristo é
imprescindível que vivamos em santidade e as boas obras (os bordados da
vestimenta de linho). Que nos é possível através do Espírito Santo. Qual o
significado do bordado? Originalmente há uma peça lisa de tecido sem nada sobre
ela. Mais tarde, algo é bordado nela com agulhas, e, mediante essa obra, o
tecido original e o que foi nela bordado com agulhas se tornam um apenas. Isso
quer dizer que, quando o Espírito de Deus trabalha em nós, Ele incorpora Cristo
em nós, isto é, o bordado.
Assim sendo podemos nos aproximar
do Rei [Jesus] em meio a nossa aflição e fazer o nosso pedido de libertação da
situação esmagadora que muitas vezes vivenciamos. Para escutar Dele: “qual é o
seu pedido?” Precisamos estar no mínimo com o espírito quebrantado e coração
contrito (Sl. 51,17).
Façamos como Ester fez: neguemos
a nós mesmo subjugando a nossa carne, amemos à Cristo de todo o nosso coração,
sendo um com Ele [vestes] e nos apresentemos diante Dele com a expectativa que
Ele cumprirá em nós a sua boa, perfeita e agradável vontade (Rm.12,2).
domingo, 28 de novembro de 2021
Tendo prazer em Deus
Depois de alguns textos sobre a maldição da idolatria, é necessário que se mostre o caminho de saída da vida idólatra. Será apresentado um fichamento do capítulo doze do livro “Ídolos do coração” de Elyse Fitzpatrick. Esse capítulo por título “Tendo prazer em Deus” aponta um caminho seguro para guardarmos nosso coração de ídolos.
Em 2 Sm. 6, 14-16 diz: “E Davi dançava
com todas as suas forças diante do Senhor [...] Assim Davi e toda a casa de
Israel subiam trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombeta [...]
quando [Mical] viu o rei Davi saltando e dançando diante do Senhor, ela o desprezou
em seu coração”.
O rei Davi, um homem seguindo o
coração de Deus (1 Sm. 13,14), dançou diante do Senhor de todo o coração. Era
precioso para ele estar próximo da presença de Deus, e ele demonstrou sua
grande alegria por meio de suas ações. Estava cheio “das expressões mais
intensas possíveis de alegria: dançou diante do Senhor com todas as suas
forças; saltou de alegria [...] Era uma expressão natural de seu grande
regozijo e da exultação de sua mente.” Davi estava cheio de alegria e prazer
porque ele e sua nação voltariam a experimentar a proximidade de Deus.
O profeta Malaquias disse: “Vós saireis
e saltareis como bezerro soltos no curral (Ml.4,2). Você alguma vez foi movido
pela glória de Deus, por sua bondade, santidade, gentileza e misericórdia, a
ponto de seu coração explodir de louvor? Pode imaginar-se enlevado a tal ponto
de ter vontade de dançar? Davi sabia como era “[saltar] como bezerros soltos no
curral.”
Um caminho para a verdadeira adoração
à Deus é a reflexão da nossa adoção. Por que Deus nos adotou? De acordo com
Pedro, foi para que anunciássemos “as grandezas daqueles que [nos] chamou das
trevas para sua maravilhosa luz” (1Pe.2,9). Você tem consciência de que foi
chamado com o propósito claro de proclamar as grandezas de Cristo? Seu coração
transborda de louvor pela graça e benevolência do Pai ao adotá-lo?
Uma forma de saber se seu coração está
repleto desse tipo de louvor é prestar atenção em suas palavras. O que você
louva? Que espécie de palavra transborda seu coração? É difícil imaginar um coração
repleto de louvor se a boca não o proclama. “Pois a boca fala do que o coração
está cheio.” (Mt.12,34).
Seu coração está cheio de ternos
pensamentos acerca da bondade de Deus? Então sua boca também estará. Que a
coincidência da bondade de Deus e da Graça de Deus nos cative a ponto de nossas
emoções serem aquecidas e nosso homem exterior (nossa boca, nossas mãos e nosso
corpo) refletirem grande amor.
Como seremos capazes de nos despir da
adoração a outros deuses se não formos completamente cativados pela adoração ao
Deus verdadeiro? A melhor forma de deter a idolatria é aprender a ter grande
prazer e alegria em Deus. Nosso coração só se desapegará de seus ídolos pelo
poder de um amor mais forte, o poder do amor do Pai por nós no evangelho.
Nós somos mornos em nosso louvor
porque não provamos a doce alegria da comunhão com Deus ou porque nos
esquecemos do regozijo que experimentamos quando descobrimos que Jesus era
amigo de pecadores.
Jesus resistiu à tentação de adorar
Satanás porque conhecia o prazer do sorriso de seu Pai. Um dos passos para
vencer a idolatria é aumentar nossa compreensão de prazer de sermos amados pelo
ser mais cativante de toda a criação. A adoração mais vigorosa acontecerá no
meio daqueles cuja mente contempla sem pressa a luz da verdade e cujo coração,
suas emoções, está tão próximo do fogo de Deus quanto é possível chegar sem ser
consumido.
Como o louvar a Deus? A verdadeira
adoração deve envolver seu corpo e seu coração, que abrange sua mente, suas
afeições e sua volição (vontade). Nosso ser exterior, o corpo deve participar
de algum modo: ao falar, cantar ou gritar; ficar em pé, ajoelhar-se ou
curvar-se (permanecer sentado nunca é a norma de adoração nas Escrituras); com
a cabeça curvada ou levantada, com as mãos erguidas ou batendo palmas. Simples
posturas exteriores não são antídoto para louvor insincero (Mc.7,6-7), mas as
Escrituras sempre associam uma atividade do corpo ao coração cativado pela
Glória de Deus.
O alegre louvor nasce da meditação na
misericórdia, graça, grandeza, justiça e bondade de Deus. Nas palavras de John
Piper, “Deus certamente é mais glorificado quando nos deleitamos em sua
grandeza do que quando somos tão indiferentes a ela, a ponto de mal sentirmos coisa
alguma.” Se você tem dificuldade em “deleitar-se na grandeza de Deus” ou em “transbordar
gratidão”, talvez seja porque ele não ocupa seus pensamentos e desejos. Com que
frequência você medita sobre a misericórdia ou bondade divina? Se anseia adorar
de todo coração, pode despertar suas emoções ao meditar no bondoso amor dele
por você. Revestir-se de adoração pura inclui meditar na bondade dele.
Agora reflita sobre a graça de Deus em
sua vida: Quem Ele é para você? O que Ele fez por você? De que maneira Ele o
amou? A lista das bençãos concedidas ao crente apresentada por Paulo em Ef. 1,
3-14 deve tocá-lo a ponto de fazer seu coração irromper em louvor por todos os
benefícios que você recebeu no Evangelho. Percebe como Deus o tratou com
bondade? Ao aproximar-se dele, exultando com essa bondade, você experimentará a
renovação da alegria concedida somente aos verdadeiros adoradores. Não tenha
medo de se regozijar em Deus por aquilo que Ele fez. Sua natureza nos é
revelada principalmente por meio daquilo que Ele fez por nós.
Ao procurar despir-se da adoração
idólatra e substituí-la por obediência, você terá de revestir-se de um coração
que valoriza, ama, celebra e se alegra na beleza, bondade, santidade e
majestade de seu Rei. Todos os outros deuses e suas promessas incertas ficarão
pálidas quando comparadas com a grandeza e a Glória do Senhor.
Esse texto é um incentivo a
revestir-se da verdadeira adoração. Além da alegria que toma conta de seus
louvores, essa adoração também deve mantê-lo e uma atitude de grato amor por
seu próximo. Deus procura adoradores (Jo.4,23) porque seu plano é nos
transformar naqueles que experimentam a alegria indescritível da adoração
inteiramente rendida a sua pessoa e a sua presença do amor interno e da
reverência cheia de admiração por elas e do deslumbramento maravilhoso com elas.
Que em todas as nossas ações procuremos nos sujeitar humildemente a obra de
Deus e adorá-lo em fervor, refletindo para Ele e para o mundo ao nosso redor a
excelência de sua graça gloriosa.
FITZPATRICK, Elyse. Tendo prazer em Deus In: FITZPATRICK, Elyse. Ídolos do coração: aprendendo desejar somente a Deus. 2. ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 2017. p. 219-235.
domingo, 31 de outubro de 2021
Transformando benção em maldição
“Naquele dia o livro de Moisés foi lido em alta voz diante do povo, e nele achou-se escrito que nenhum Amonita ou moabita jamais poderia ser admitido no povo de Deus, pois eles, em vez de darem água e comida aos israelitas, tinham contratado Balaão para invocar maldição sobre eles. O nosso Deus, porém, transformou a maldição em benção” (Neemias 13, 1-2).
A última parte desse
texto é repetida incansavelmente nos púlpitos, vídeos, mensagens de texto: “Deus
transforma maldição em benção”. A reflexão de hoje irá percorrer o caminho
inverso: e quando nós transformamos as bençãos que Deus nos permite alcançar em
maldição? Isso é possível? Sim, é possível!
Nesse texto serão
apresentados dois fatos que são tidas como bençãos incontestáveis que podem se
tornar maldição na vida de alguém. Existem outros, mas por hora somente esses
dois serão abordados.
Primeiro: filhos. Em
Salmo 127,3 está escrito “os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que Ele
dá”. Está claro que ter filhos é uma dádiva concedida por Deus à muitas
pessoas. Em Dt. 28,4 é dito que “os filhos do seu ventre serão abençoados” e em
Gn. 1,28 é a prova dessa benção: “Deus os abençoou e lhes disse: “sejam férteis
e multipliquem-se...” Deus disse isso ao homem e a mulher, conforme o versículo
anterior desse texto citado.
Concordamos que ter
filhos é uma benção diante do exposto pela própria Bíblia. Então quando tê-los
se torna uma maldição? Quando os pais transformam os filhos em “bezerro de ouro”.
Quando o filho (s) se torna objeto de adoração, tornando os pais (ou um deles)
em idólatras. A maldição aqui é a idolatria. Vamos ver o que significa a palavra
idolatria no dicionário: 1) culto que se presta a ídolos; 2) amor excessivo,
admiração exagerada. Essa palavra é de origem grega eidolon , ídolo, e latreuein
, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração aos ídolos ou
imagens, quando é usado em sentido primário. Se usado num sentido mais lato,
pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição,
ambição (idéia) que toma lugar de Deus, de que lhe diminua a honra que lhe
devemos. Ficaremos com o sentido lato da palavra idolatria para trabalharmos o
tema nesse texto: “adoração a pessoa, ideia”.
A partir do momento que
uma mãe ou pai ama exacerbadamente o seu “filho precioso”, caiu no pecado da
idolatria. Como podemos diferenciar um amor genuíno ou um amor obsessivo? O
amor obsessivo constrói uma espécie de parede ao redor da pessoa/relação na
qual não há margem de manobra. É aquela mãe/pai que coloca o filho numa redoma
de vidro onde somente ela/ele tem acesso. É uma relação de exclusividade,
prioridade absoluta e extremamente controladora. Em contrapartida o amor
genuíno promove o crescimento, desenvolvimento almejado a independência e
maturidade do outro. É aquele amor que disciplina visando o amadurecimento. “Quem
se nega a castigar seu filho não ama, quem o ama não hesita em disciplinar”
(Pv. 13,24).
Quando há idolatria envolvida
também há dificuldade de correção. O amor obsessivo é tão descontrolado que o
filho se torna intocável, irrepreensível não importando o que ele faça. Quem vive
essa situação está completamente mergulhado na idolatria mas não se dá conta.
Justifica-se falando que é amor de mãe/pai, que é um cuidado a mais pela
situação turbulenta do mundo. Dificilmente admitirão que estão na idolatria.
Outra benção que pode se
tornar em idolatria (maldição): casamento. Segue exatamente os mesmos passos do
exemplo anterior. É uma benção e está na Bíblia: “Deus declarou: não é bom que
o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” (Gn.
2,18), no versículo 22 prossegue “com a costela que havia tirado do homem, o
Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele”. O próprio Deus instituiu o
casamento. Em Provérbios 18,22 está escrito “Quem encontra uma esposa encontra
algo excelente; recebeu uma benção do Senhor”.
Como podemos ver, o
casamento é uma benção de fato, mas ao se tornar o centro da vida de um dos
cônjuges ou do casal, torna-se idolatria. Quando tudo passa a andar em torno do
casamento e sua manutenção é um sinal de alerta. Muitos renunciam os preceitos
estabelecidos por Deus em sua Palavra para agradar e satisfazer o cônjuge. Por
que aquele casamento/cônjuge é muito mais importante do que Deus e Sua Palavra.
Há aqueles que idolatram a ideia do casamento que flerta com a perfeição e se
tornam ou se propõe a tornar um casal perfeito, pelo menos, na aparência. Fazem
isso em nome de uma “glorificação ao Senhor”.
Vamos glorificar ao Senhor com o testemunho do nosso relacionamento.
Veja, a intenção é maravilhosa, mas pode sim está havendo uma idolatria não só
ao cônjuge, mas também a imagem de casamento abençoado. A famosa frase: “história
de amor escrita pelo dedo de Deus”. Há muitos que veneram essa imagem/aparência
dos relacionamentos e não percebem que é uma idolatria. Ela está escondia na
justificativa: “estamos glorificando a Deus com o nosso relacionamento”. Isso
tanto pode ser verdade como pode ser mentira. O grande problema é se for
mentira! Porque estarão enfileirados no rol dos idólatras.
Apontei essas duas
situações sobre filhos e casamentos porque são as ditas “vacas sagradas”,
bezerros de ouro” da igreja evangélica. É muito difícil falar sobre a idolatria
nessas áreas e sabemos que há. Não é abordado nos púlpitos das igrejas e isso
pode estar levando muitos ao inferno. Não se iluda!!! Deus abomina qualquer tipo
de idolatria. Ap. 22,15 “Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que
cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e
praticam a mentira.”
Como vimos no início do
texto, a idolatria é muito mais que se prostrar diante de imagens feitas por
mãos de homens. É amar exageradamente uma pessoa, uma ideia. Quem vive isso
também é idólatra e ficará de fora do Reino de Deus como está escrito em Ap.
22,15.
domingo, 24 de outubro de 2021
Ser honrado por Deus !
"...Honrarei aqueles que me honram mas
aqueles que me desprezam serão tratados com desprezo." (1Sm. 2,30)
Recentemente um influenciador cristão usou esse texto em rede social para
discorrer sobre o sucesso humano e a reação das pessoas que presenciam esse
logro. Exemplos de honraria: bençãos de Deus na vida de alguém, sucesso na vida
familiar/sentimental (casamento), ser bem sucedido na área profissional.
Confesso que quando terminei de ler o texto eu estava sentindo um
mal-estar. Várias questões começaram a surgir na minha mente. Lembrei de uma
querida amiga que vivencia lutas em duas áreas de sua vida há mais de dez anos
e sei que ela é uma pessoa fiel ao Senhor. Que ela O honra. Lembrei também dos
Apóstolos de Cristo que sofreram terrivelmente por testemunhar e seguir Jesus.
O Apóstolo Paulo é um exemplo de que há sofrimento na vida do cristão e não o
sucesso como o homem entende . Vamos citar alguns episódios desse Apóstolo: ele
fugiu de uma prisão arbitrária (2 Co. 11, 32-32); expulso de uma cidade -
Antioquia - (At. 13, 50-51); foi apedrejado quase a morte em Listra (At.
14,19), na Macedônia foi açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco
(At. 27,13), e por fim decapitado por Nero em Roma. Além do famoso espinho na
carne mencionado em 2 Co. 12,7. Uma luta diária que ele teve que enfrentar até
o fim por que Deus não removeu esse espinho.
Lembrei também dos profetas que passaram por calabouços (Jr. 38,6), Exílio
(Dn. 1,6), perseguição (Elias) em 1 Rs. 19,2, só para exemplificar a vida
difícil que esses homens que honraram a Deus tiveram. Mesmo Daniel ascendendo
as mais altas posições no reinado de Dário (Dn. 6, 1-2) não era o desejo dele
estar ali (Dn. 9, 1-19).
Por que citei todos esses casos de agruras vivenciados por esses santos
homens? Por que muitas pessoas, como esse influenciador, conectam honra a
sucesso pelo prisma terreno. Isso tem assolado as igrejas e tem levado muitos
cristãos a associarem bençãos, honra, sucesso a acontecimentos e experiências
meramente humanas.
Esse influenciador citou como honra divina a alguém ser bem sucedido na
vida sentimental, profissional e financeira. Quantos ímpios você conhece que
são extremamente bem sucedidos em suas vidas? Deus está honrando ímpios? De
acordo com o próprio texto que o influenciador citou, não! "... aqueles
que me desprezam serão tratados com desprezo". (1 Sm. 2,30).
Então por que as pessoas cismam em atrelar ser bem-sucedido com bençãos
divinas? Muito provavelmente por que não conseguem se conectar de verdade com o
Reino de Deus. "... meu Reino não é desse mundo", disse Jesus.
(Jo.18,36).
O que é verdadeiramente ser honrado por Deus, então? Em Mt. 10, 32-33,
temos uma pista: "Quem pois, me confessar [honrar] diante dos homens eu
também o confessarei [honrarei] diante do meu Pai que está nos céus. Atente
para a localização de onde será esse reconhecimento [honraria]: nos céus.
Em Lucas 10,20 está escrito qual deve ser a nossa maior alegria: nossos
nomes inscritos nos céus. De novo: Céu! Em Mt.25,34 está escrito: "então o
rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'venham benditos de meu Pai! Recebam
como herança o Reino que foi para vocês desde a criação do mundo". Que
Reino é esse? Podemos ver por duas formas: físico e não físico. O primeiro está
em João 14,2 "na casa de meu Pai há muitos aposentos, se não fosse assim,
eu teria dito à vocês. Vou preparar lugar para vocês. Onde está o Pai? Mt.10,33
"... meu Pai que está nos céus". Novamente: céu ! O reino não
físico: Pois
o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito
Santo (Rm. 14,17).
Qual é a maior honra que Deus pode atribuir a um homem?
Considerá-lo vencedor !
“o vencedor herdará tudo isto, e Eu serei seu Deus, e ele
será meu filho” (Ap.21,7); “...o vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte
(Ap.2,11); “...ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra
branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que recebe”
(Ap. 2,17); “Aquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei
autoridade sobre as nações (Ap.2,26); “o vencedor será igualmente vestido de
branco. Jamais apagarei seu nome do livro da vida mas o reconhecerei diante do
meu pai e dos seus anjos (Ap.3,5); “Farei do vencedor uma coluna no santuário
do meu Deus, e dali ele jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus e o
nome da cidade do meu Deus, a Nova Jerusalém, que desce dos céus da parte de
Deus; e também escreverei nele o meu nome nome” (Ap.3,12); “Ao vencedor darei o
direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e
sentei-me com meu Pai em seu trono.
Em Apocalipse estão enumeradas as honrarias que o vencedor
receberá. Você pode está se perguntando: o que é ser um vencedor? É toda pessoa
que consegue vencer o mundo. Em João 16,33 Jesus disse: “... neste mundo vocês
terão aflições; contudo tenham ânimo! Eu venci o mundo. Se Jesus venceu o mundo
então também temos que vencer. Precisamos imitá-lo, como disse Paulo: “sede
meus imitadores, como eu sou de Cristo! (1Co.11,1). Olhemos para Cristo para
tornarmos um vencedor e aí sim sermos honrados por Deus.
Meus irmãos não se iludam com os achismos desses que possuem
uma visão distorcida do que é uma verdadeira vida cristã. Tenho compaixão dos
irmãos que leram o texto desse influenciador e ficaram com a vida mais pesada
do que ela já tem sido. Estão agora carregando o peso da culpa por acharem que
estão desonrando a Deus e por isso a vida não é um sucesso (pelo prisma do
homem). Lembrem-se sempre: os ímpios também são grandemente bem-sucedidos em
suas vidas. Muitos tem uma vida perto da perfeição. Deus não tem nada a ver com
isso. Esse sucesso está explicado em Mt.5,45 “pois Ele faz nascer o seu sol
sobre maus e bons e faz cair chuva sobre justos e injustos”, e principalmente
em Lc.16,8 “... porquanto os filhos deste mundo são mais sagazes entre si, na
conquista dos seus interesses, do que os filhos da luz em meio a sua própria
geração.”
O sucesso do ser humano em todas as áreas de sua vida está
explicado por perseverança, sabedoria e conhecimento. Isso é responsabilidade
do ser humano. Quando vocês virem uma pessoa dizer: foi Deus que me deu uma
esposa/marido, maravilhosa (o), foi Deus que me deu o cargo de diretor numa empresa
multinacional, foi Deus que me deu a casa na praia, não entendam de forma
literal. Isso aí é uma falsa espiritualidade. Frequente um ambiente errado e se
relacione (case) com uma pessoa de lá e veja se terá um casamento de sucesso.
Não estude, não se aperfeiçoe para ver se conseguirá uma progredir na carreira
profissional. Não estude, não trabalhe, não tenha uma vida financeira
disciplinada e veja se conseguirá comprar uma casa na praia. Então como foi
Deus que fez ou deu isso? Ele não fez e não deu nada! Ele permitiu! Isso é
muito diferente.
As pessoas confundem honra na perspectiva de Deus com a
honra na perspectiva humana e pioram ainda mais a confusão quando remetem a
autoria de Deus quando é autoria humana. Receita perfeita para propagar fardos,
culpas, sentimento de rejeição e amargura e até mesmo revolta contra Deus.
Mantenhamos o foco em Cristo e no seu Reino que não é desse
mundo.