segunda-feira, 18 de março de 2019

Mortificando o pecado


Assim como no texto anterior, farei novamente um fichamento de um dos capítulos do livro A busca da santidade de Jerry Bridges. Nesse texto de hoje será abordado a mortificação do pecado.

O Novo Testamento não deixa qualquer dúvida de que a santidade é da nossa responsabilidade. 
Aquilo que devemos fazer é mortificar as obras do corpo. (Rm. 8,13). Paulo serve-se da mesma expressão em Colossenses 3,5: assim façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de você. O que significa a expressão "façam morrer"? De acordo com o dicionário fazer morrer ou mortificar significa "destruir a força, a vitalidade ou o funcionamento; dominar ou amortecer." Fazer morrer as obras do corpo é, portanto, destruir a força e a vitalidade do pecado quando ele tenta reinar no nosso corpo.

A mortificação deve ser realizada pela força e a direção do Espírito Santo, mas todavia ela é uma obra que nós devemos fazer. A pergunta crucial então é esta: "como é que destruímos a força e vitalidade do pecado? Se realmente queremos realizar essa difícil tarefa temos que primeiramente ter convicção. Precisamos estar persuadidos que a vontade de Deus duma vida santa para cada cristão é importante. Devemos acreditar que a busca de santidade é digna do esforço e dor que são necessários para mortificar as obras do corpo. Precisamos estar convencidos que sem "santidade (santificação) ninguém verá o Senhor". (Hb. 12,14).

Não só devemos desenvolver uma convicção por viver uma vida santa em geral, mas precisamos, igualmente desenvolver convicções em áreas específicas de obediência. Estas convicções formam-se e desenvolvem-se quando nos expomos a Palavra de Deus. A nossa mente está há muito acostumada aos valores do mundo. Mesmo depois de nos convertermos, o mundo à nossa volta procura constantemente nos levar a ajustar-nos ao seu sistema de valores. Somos bombardeados de todos os lados por tentações no sentido de condescendermos com a nossa natureza pecadora. Por isso, Paulo diz: "não deixem que o mundo ao seu redor vos modele em seu próprio molde, mas deixem que Deus os refaça, de maneira que toda a atitude da vossa mente se transforme". (Rm. 12, 2)

A pergunta que devemos fazer numa busca séria de santidade é esta: estou disposto a desenvolver convicções a partir das Escrituras e viver de acordo com elas?" É muitas vezes aqui que surge o problema. Hesitamos em enfrentar o padrão de santidade de Deus numa área específica da vida. Sabemos que fazê-lo irá exigir obediência que não estamos disposto a dar. Isso levo-nos à segunda qualidade que devemos desenvolver, se queremos mortificar as obras do corpo. Essa qualidade é compromisso. Toda vez que dizemos "sim" a tentação, tornamos mais difícil dizer "não" da próxima vez. 

É só aprendendo a negar a tentação que alguma vez poderemos mortificar as obras do corpo. Aprender isso é geralmente um processo lento e doloroso, sobrecarregado de muito fracasso. Os nosso velhos desejos e os nossos hábitos pecaminosos não se desalojam facilmente. Para acabar com ele é preciso persistência, muitas vezes em face de pouco resultado, mas esse é o caminho que devemos trilhar, não importa quão doloroso seja.


Referência:

BRIDGES, Jerry. Mortificando o pecado. In:____. A busca da santidade. Brasília, DF. Ed. Monergismo, 2013. cap. 6, p. 91-102.