domingo, 20 de agosto de 2023
Poderes político e religioso unidos desde sempre!
Podemos ver em alguns têxtis bíblicos, essa relação muito próxima do poder político e do poder religioso em ação numa sociedade. Vamos começar pelo texto de Atos 12, 1-4:
“Nessa ocasião, o rei Herodes, Agripa I, prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los e mandou matar à espada Tiago, irmão de João. Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo também Pedro durante a festa dos pães sem fermente [...] Herodes pretendia submetê-lo o julgamento público depois da Páscoa.”
Fica muito evidente nesse texto a cumplicidade desses dois poderes para prenderem e matarem seus opositores em comum. Herodes agiu dessa forma porque percebeu que essas ações aumentariam a sua popularidade, já que os judeus odiavam o “povo do Caminho”. Veja que ele fez isso entre duas festas importantes: Pães sem fermente e Páscoa. Justamente por causa da peregrinação dos judeus.
Em Mateus 27,11-12 é dito que “Jesus foi posto diante do governador, e este lhe perguntou: Você é o rei dos judeus? [...] Acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes religiosos, Ele nada respondeu.”
A pergunta do governador foi política: você é o rei dos judeus? Roma não queria um poder paralelo constituído então via nessa acusação de Jesus ser o rei dos judeus como ameaça. Os fariseus e líderes religiosos sabiam disso, e justamente usaram essa acusação para chamar atenção dos políticos de Roma.
Entretanto o que incomodava e muito esses líderes religiosos, era a mensagem confrontadora de Jesus aos seus comportamentos hipócritas. Na continuação desse capítulo é mostrado que o próprio político percebeu que Jesus não era uma ameaça, mas foi pressionado pelos judeus: “mas os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos convenceram a multidão a que pedisse Barrabás e mandasse executar Jesus.” (Mateus 27,20)
Esses dois textos nos mostram como esses poderes se aliam e se ajudam para perseguir um grupo que é incômodo para ambos, mesmo que, seja por motivos diferentes. Essa situação sempre aconteceu e acontecerá de forma intensa no tempo do fim, que aliás, já estamos vivenciando.
Em Apocalipse 13 é citado dois poderes: besta do mar (poder político) e besta da terra (poder religioso). Acontecerá novamente perseguição, prisão e morte de um grupo que representa perigo para o poder político porque não segue cegamente as leis estabelecidas e que confronta a apostasia e hipocrisia do sistema religioso.
Irmãos, quando as igrejas (denominações cristãs) começarem a seguir à risca as leis e orientações do poder político, saiam delas imediatamente. Não tenham medo da acusação de abandono da congregação (Hebreus 10,25). Eles já estão usando esse texto para acusar os que estão saindo por terem percebido que frequentam lugares que propagam um falso evangelho.
O sistema religioso não suportará a verdade pregada pelos verdadeiros discípulos de Cristo. Esse sistema se aliará ao Estado para perseguir. Da mesma forma que os fariseus não suportavam a pregação de Jesus e de seus seguidores, o sistema religioso cristão também não suportará. Eles rangerão os dentes em fúria como aconteceu em Atos 7,54: “ e rangiam os dentes contra Estevão”.
Quem permanecer nos templos apóstatas cairá no precipício porque será guiado pelo espírito que atuava na igreja de Pérgamo (ensino de Balaão), igreja de Tiatira (tolerância ao espírito de Jezabel), Igreja de Laodiceia (o espírito do orgulho, aqui é o próprio satanás presidindo a igreja).
Peçam sabedoria e discernimento à Deus para que possam identificar que espírito está atuando no templo que você congrega. Chegará o momento de decisão muito em breve, em que o povo cristão terá que fazer uma escolha entre a Verdade de Jesus Cristo e o engano apregoado por muitas congregações. É uma escolha entre a vida eterna e condenação eterna. Muitos líderes religiosos “pastorearão” seus rebanhos até o abismo por causa de status, dinheiro e reputação, se submeterão ao governo satânico.
Atentai para a Santa Palavra de Deus! Lá está toda a verdade.
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Obediência: característica de quem ama à Deus
A Obediência é uma das características de quem ama à Deus. Há vários textos nas Escrituras que abordam este assunto. Em Deuteronômio 30, 15-16 é dito:
“vê que hoje ti pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos e de guardar os mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres.”
Neste texto há uma promessa para quem obedece e um dos requisitos é amar ao Senhor. Quem ama à Deus obedece aos seus mandamentos. A Bíblia diz em Josué 1,8 “não se aparta da tua boca o livro desta Lei, antes medita nela dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito, porque então farás prosperar o teu caminho, e será bem sucedido.”
O nosso maior exemplo de obediência é Jesus. “Ainda que era filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu; e tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” (Hebreus 5, 8-9)
O próprio Jesus disse em João 4, 34 que “a minha comida é dizer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra.” No mesmo livro no capítulo 14, 15-25, Ele diz “se me amardes, guardares os meus mandamentos [...] Respondeu-lhes Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada”.
Continuando a citar o exemplo de Jesus, apresentamos João 15,10 que diz “Se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” Os mandamentos foram resumidos em dois por Jesus em Mateus 22, 36-39: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: ‘ame o Senhor, o seu Deus, de todo o coração de toda a sua alma e todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ame o seu próximo como a si mesmo’.
Jesus estabeleceu uma única regra para o relacionamento vertical (entre nós e Deus) e horizontal (entre nós e as outras pessoas): o amor.
Amar requer negar a si mesmo. É deixar de ser a prioridade e centro das nossas próprias vontades. Isso é dificílimo.
Por isso devemos nos examinar diariamente para verificarmos se estamos no caminho certo, se estamos caminhando nos passos de Jesus. É uma tarefa diária. A renúncia precisa ser todos os dias da nossa vida. Olhemos para dentro de nós e peçamos a ajuda do Espírito Santo para identificarmos falhas, empecilhos, ações que nos desviam desses mandamentos de Mateus 22, 37-39.
domingo, 22 de janeiro de 2023
Maior mandamento: amar à Deus
O nosso estilo de vida diz muito sobre quem nós somos e em que acreditamos. As nossas prioridades apontam para o lugar onde nossos corações estão. Dito isso, torna-se fácil identificar quem está disposto a obedecer ao maior mandamento de todos: “ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” (Mt. 22,37). Jesus prossegue no versículo 38 dizendo que este é o primeiro e maior mandamento.
Em Êxodo 20,3 diz “não terás outros desuses além de mim”. Essa atitude é uma manifestação do nosso amor à Deus. Lembremos sempre que “deuses” é qualquer coisa ou pessoa que ocupa o lugar de Deus nas nossas vidas. Deus tem que ocupar o primeiro lugar sempre.
Se analisarmos esse primeiro mandamento com cuidado, chegaremos a conclusão que tudo está em torno dele.
Vejamos: “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam. (1 Co. 2,9). O sobrenatural maravilhoso está reservado apenas para aqueles que obedecem ao primeiro mandamento: amar à Deus acima de tudo. Esse versículo é usado pelas pessoas com o foco na primeira parte, o sobrenatural, mas a segunda parte que é fator condicionante é ignorada totalmente. É justamente esse fator (amar à Deus) que é o imprescindível para o cumprimento da promessa.
Outra passagem muito utilizada: “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus...” (Rm.8,28). Todas as coisas, sejam elas boas ou más, só vão cooperar para p bem somente para aqueles que amam à Deus.
Outro texto que evidencia o quão importante é para nós obedecermos ao primeiro mandamento: “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam. (Tg. 1,12).
Outro texto que conecta a provação com coroa da vida é Apocalipse 2,10: “não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte e eu lhe darei a coroa da vida.
Os textos de Tiago e Apocalipse já nos evidenciam uma das características daqueles que amam à Deus: a fidelidade. Quem ama à Deus é fiel a sua Palavra.
Ser fiel requer renúncias, requer a negação do nosso eu, dos nossos desejos e anseios. É colocar na prática diariamente aquela orientação de Jesus: “se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. (Lc. 9,23)
Às vezes essa provação pode ser temporária ou permanente. Imaginemos a situação hipotética: um homem casado com uma mulher como a descrita em Pv. 21,19: briguenta e amargurada. Esse homem, todos os dias, terá que negar a si mesmo e tomar a sua cruz em amor e temor para com aquele que o amou primeiro (1João, 4,19) e, que estabeleceu um critério para a quebra de aliança no casamento (Mt.19,9).
Essa situação é fácil? Claro que não! Mas o nosso foco tem que ser sempre o autor e consumador da nossa fé (Hb.12,2) e sempre prosseguindo para o alvo (Fp. 3,14).
Que a nossa oração diária seja a mesma do Salmo 42,1-2: “como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por Ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?”
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