segunda-feira, 4 de março de 2019

A santidade não é opcional !


Será que a nossa salvação depende de atingirmos algum nível de santidade pessoal?
A Bíblia esclarece isso em dois pontos:
1) Mesmo os melhores cristãos jamais poderão merecer a salvação através da sua santidade pessoal. Como está escrito em Is. 64,6: "somos como o impuro, todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo[...]".
2) As Escrituras referem-se repetidamente à obediência e justiça de Cristo a nosso favor. "Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos (Rm. 5,19); "Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus" (1Pe. 3,18).

Em Hb. 10,5-9 é dito que Cristo veio para fazer a vontade do Pai. Depois o escritor diz: "pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas" (hb. 10,10). A nossa santidade diante de Deus depende inteiramente da obra que Jesus fez por nós. Só que em Hb. 12,14 é dito para nos esforçarmos em viver em paz com todos e sermos santos. Esse texto se refere a essa santidade que temos em Cristo? Não, pois nesse texto é mencionado o verbo esforçar que significa animar, estimular. Esse verbo aparece na forma pronomial, que tem um significado mais contundente ainda para o que estamos tratando: empregar todas as forças, toda a diligência para conseguir alguma coisa. É uma santidade que devemos buscar diligentemente para alcança-la.

Esses dois aspectos de santidade se complementam mutuamente, pois a nossa salvação é uma salvação para santidade. (BRIDGES, 2013). Portanto o escritor de Hebreus está dizendo que devemos considerar seriamente a necessidade de santidade prática e pessoal. Se não há um desejo de vivermos uma vida santa que agrade a Deus, temos que nos perguntar se de fato a nossa fé em Cristo é genuína. A verdadeira salvação trás consigo um anseio de ser santo. Todo o objetivo da nossa salvação é que sejamos "santos e irrepreensíveis em sua presença" (Ef. 1,4). Continuar a viver na prática do pecado é ir deliberadamente contra o propósito de Deus para a nossa salvação.

Aqueles que não se importam em viver no pecado, não se importam em estar sempre relativizando seu comportamento voltado para as obras da carne (Gl. 5, 19-21), sempre estão com uma desculpa na ponta da língua para justificarem suas práticas abomináveis a Deus, não estão salvos. O grande drama é que tais pessoas pensam que são salvas por terem confessado Jesus e frequentarem uma igreja. Estão enganadas. Ouçam: quem age dessa forma e pensa que está salvo, está sendo enganado por satanás que é o pai da mentira (Jo. 8,44).

Examine-se cada um a si mesmo [...] (1Co. 11,28) e veja se anda cultivando e acariciando um pecado de estimação. Davi no Salmos 66,18 diz: "se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria". Veja bem, só o fato de acalentar um pecado Deus não não houve essa pessoa, imagina permitir que tal criatura tenha comunhão com Ele. 
"Deus não exige uma vida perfeita para termos um relacionamento com Ele mas requer que encaremos seriamente a santidade, que nos entristeçamos com o pecado que existe nas nossas vidas, em vez de tentarmos justificá-lo, e que fervorosamente, busquemos a santidade como uma maneira de viver". (BRIDGES, 2013).


Referência:

BRIDGES, Jerry. A busca da santidade. Brasília, DF. Ed. Monergismo: 2013. 169 p.