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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Quando a rebeldia de alguém é uma ferramenta para a conversão de outros.

No capítulo 1 de Jonas vemos como ele deliberadamente fugiu da ordem dada por Deus: “vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, por que a sua maldade subiu até a minha presença.” No versículo 3 diz: “mas Jonas fugiu da Presença do Senhor, dirigindo-se para Társis.” Nem todos que são profetas, escutam a voz de Deus e tem um chamado, sabem quem Deus é de verdade. No texto está dizendo que Jonas fugiu. Aqui eu pergunto: será que Jonas tinha conhecimento sobre quem Deus realmente é? Ele sabia sobre o caráter de Deus? Ou sabia somente em partes? Pela ação que o profeta teve, nos leva a crer que ele não conhecia a Deus completamente. Jonas não mediu as consequências de sua rebeldia. Quando não medimos esse tipo de consequência, prejudicamos não somente a nós, mas também a quem nos cerca. Nos versículos 6-8 vemos os marinheiros aflitos passando pela tribulação marítima por causa de Jonas. Eles sabiam que aquela tempestade era sobrenatural. No versículo 6 é dito que eles clamaram aos seus deuses e no versículo 10 eles perguntaram: “o que foi que você fez?” Pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor. O próprio Jonas confessou a eles. Quantas vezes vemos pessoas que se dizem servir a Deus passando por árduas lutas e os ímpios que as cercam falam para elas orarem? Orientam a fazer sacrifícios, orações fortes etc.? Muitas vezes essas pessoas se comportaram como Jonas e as consequências da rebeldia delas é entendida até mesmo pelos ímpios, que percebem que há algo sobrenatural ocorrendo na vida delas. O desconhecimento de quem é Deus, do seu caráter e de como Ele age pode levar muitas pessoas a caírem na desobediência, na rebeldia, achando que Deus não agirá. Não fará nada. Quando menos esperam se veem cercadas por ímpios numa tempestade em alto mar, sendo questionadas e orientadas por esses ímpios. Se olharmos atentamente versículo por versículo do capítulo 1 do livro de Jonas veremos como o profeta se perdeu. Foi para o navio dos ímpios, adormeceu profundamente e não viu quando a tempestade começou, não despertou sozinho e foi necessário que o capitão do barco fosse acordá-lo e mandá-lo clamar a Deus etc. Veja a situação espiritual de Jonas pós rebelião. Saiu da presença de Deus e foi para Társis embarcar num navio cheio de adoradores de outros deuses (v.3). É exatamente assim que ocorre quando se desobedece a Deus. Sai da Presença dele e vai para presença de deuses falsos. A consequência sempre vem. No caso de Jonas, os marinheiros tiveram que lançá-lo ao mar (v.15) para poder seguir viagem e não sucumbirem. “[..] pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este aquietou” (v.15). Deus não só pune a rebeldia como usa a punição pública para gerar temor e alcançar outros com a salvação. No versículo 16 é dito que “ao verem [que o mar se aquietou], os homens adoraram ao Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos.” A punição à Jonas gerou temor no coração dos homens ímpios levando-os e reconhecer como Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra. O Deus apresentado por Jonas no versículo 9. Deus não perde oportunidade. Ele usa qualquer situação para gerar salvação para os marinheiros (v.16) e arrependimento à Jonas (capítulo 2). Que possamos nos arrepender diariamente sem sermos rebeldes e sim humildes e com temor em nossos corações. Sigamos sempre em obediência ao Deus criador dos céus, da terra e do mar e Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

domingo, 28 de novembro de 2021

Tendo prazer em Deus

 Depois de alguns textos sobre a maldição da idolatria, é necessário que se mostre o caminho de saída da vida idólatra. Será apresentado um fichamento do capítulo doze do livro “Ídolos do coração” de Elyse Fitzpatrick. Esse capítulo por título “Tendo prazer em Deus” aponta um caminho seguro para guardarmos nosso coração de ídolos.

Em 2 Sm. 6, 14-16 diz: “E Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor [...] Assim Davi e toda a casa de Israel subiam trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombeta [...] quando [Mical] viu o rei Davi saltando e dançando diante do Senhor, ela o desprezou em seu coração”.

O rei Davi, um homem seguindo o coração de Deus (1 Sm. 13,14), dançou diante do Senhor de todo o coração. Era precioso para ele estar próximo da presença de Deus, e ele demonstrou sua grande alegria por meio de suas ações. Estava cheio “das expressões mais intensas possíveis de alegria: dançou diante do Senhor com todas as suas forças; saltou de alegria [...] Era uma expressão natural de seu grande regozijo e da exultação de sua mente.” Davi estava cheio de alegria e prazer porque ele e sua nação voltariam a experimentar a proximidade de Deus.

O profeta Malaquias disse: “Vós saireis e saltareis como bezerro soltos no curral (Ml.4,2). Você alguma vez foi movido pela glória de Deus, por sua bondade, santidade, gentileza e misericórdia, a ponto de seu coração explodir de louvor? Pode imaginar-se enlevado a tal ponto de ter vontade de dançar? Davi sabia como era “[saltar] como bezerros soltos no curral.”

Um caminho para a verdadeira adoração à Deus é a reflexão da nossa adoção. Por que Deus nos adotou? De acordo com Pedro, foi para que anunciássemos “as grandezas daqueles que [nos] chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (1Pe.2,9). Você tem consciência de que foi chamado com o propósito claro de proclamar as grandezas de Cristo? Seu coração transborda de louvor pela graça e benevolência do Pai ao adotá-lo?

Uma forma de saber se seu coração está repleto desse tipo de louvor é prestar atenção em suas palavras. O que você louva? Que espécie de palavra transborda seu coração? É difícil imaginar um coração repleto de louvor se a boca não o proclama. “Pois a boca fala do que o coração está cheio.” (Mt.12,34).

Seu coração está cheio de ternos pensamentos acerca da bondade de Deus? Então sua boca também estará. Que a coincidência da bondade de Deus e da Graça de Deus nos cative a ponto de nossas emoções serem aquecidas e nosso homem exterior (nossa boca, nossas mãos e nosso corpo) refletirem grande amor.

Como seremos capazes de nos despir da adoração a outros deuses se não formos completamente cativados pela adoração ao Deus verdadeiro? A melhor forma de deter a idolatria é aprender a ter grande prazer e alegria em Deus. Nosso coração só se desapegará de seus ídolos pelo poder de um amor mais forte, o poder do amor do Pai por nós no evangelho.

Nós somos mornos em nosso louvor porque não provamos a doce alegria da comunhão com Deus ou porque nos esquecemos do regozijo que experimentamos quando descobrimos que Jesus era amigo de pecadores.

Jesus resistiu à tentação de adorar Satanás porque conhecia o prazer do sorriso de seu Pai. Um dos passos para vencer a idolatria é aumentar nossa compreensão de prazer de sermos amados pelo ser mais cativante de toda a criação. A adoração mais vigorosa acontecerá no meio daqueles cuja mente contempla sem pressa a luz da verdade e cujo coração, suas emoções, está tão próximo do fogo de Deus quanto é possível chegar sem ser consumido.

Como o louvar a Deus? A verdadeira adoração deve envolver seu corpo e seu coração, que abrange sua mente, suas afeições e sua volição (vontade). Nosso ser exterior, o corpo deve participar de algum modo: ao falar, cantar ou gritar; ficar em pé, ajoelhar-se ou curvar-se (permanecer sentado nunca é a norma de adoração nas Escrituras); com a cabeça curvada ou levantada, com as mãos erguidas ou batendo palmas. Simples posturas exteriores não são antídoto para louvor insincero (Mc.7,6-7), mas as Escrituras sempre associam uma atividade do corpo ao coração cativado pela Glória de Deus.

O alegre louvor nasce da meditação na misericórdia, graça, grandeza, justiça e bondade de Deus. Nas palavras de John Piper, “Deus certamente é mais glorificado quando nos deleitamos em sua grandeza do que quando somos tão indiferentes a ela, a ponto de mal sentirmos coisa alguma.” Se você tem dificuldade em “deleitar-se na grandeza de Deus” ou em “transbordar gratidão”, talvez seja porque ele não ocupa seus pensamentos e desejos. Com que frequência você medita sobre a misericórdia ou bondade divina? Se anseia adorar de todo coração, pode despertar suas emoções ao meditar no bondoso amor dele por você. Revestir-se de adoração pura inclui meditar na bondade dele.

Agora reflita sobre a graça de Deus em sua vida: Quem Ele é para você? O que Ele fez por você? De que maneira Ele o amou? A lista das bençãos concedidas ao crente apresentada por Paulo em Ef. 1, 3-14 deve tocá-lo a ponto de fazer seu coração irromper em louvor por todos os benefícios que você recebeu no Evangelho. Percebe como Deus o tratou com bondade? Ao aproximar-se dele, exultando com essa bondade, você experimentará a renovação da alegria concedida somente aos verdadeiros adoradores. Não tenha medo de se regozijar em Deus por aquilo que Ele fez. Sua natureza nos é revelada principalmente por meio daquilo que Ele fez por nós.

Ao procurar despir-se da adoração idólatra e substituí-la por obediência, você terá de revestir-se de um coração que valoriza, ama, celebra e se alegra na beleza, bondade, santidade e majestade de seu Rei. Todos os outros deuses e suas promessas incertas ficarão pálidas quando comparadas com a grandeza e a Glória do Senhor.

Esse texto é um incentivo a revestir-se da verdadeira adoração. Além da alegria que toma conta de seus louvores, essa adoração também deve mantê-lo e uma atitude de grato amor por seu próximo. Deus procura adoradores (Jo.4,23) porque seu plano é nos transformar naqueles que experimentam a alegria indescritível da adoração inteiramente rendida a sua pessoa e a sua presença do amor interno e da reverência cheia de admiração por elas e do deslumbramento maravilhoso com elas. Que em todas as nossas ações procuremos nos sujeitar humildemente a obra de Deus e adorá-lo em fervor, refletindo para Ele e para o mundo ao nosso redor a excelência de sua graça gloriosa.


FITZPATRICK, Elyse. Tendo prazer em Deus InFITZPATRICK, Elyse. Ídolos do coração: aprendendo desejar somente a Deus. 2. ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 2017. p. 219-235.

 

domingo, 24 de outubro de 2021

Ser honrado por Deus !

"...Honrarei aqueles que me honram mas aqueles que me desprezam serão tratados com desprezo." (1Sm. 2,30)

Recentemente um influenciador cristão usou esse texto em rede social para discorrer sobre o sucesso humano e a reação das pessoas que presenciam esse logro. Exemplos de honraria: bençãos de Deus na vida de alguém, sucesso na vida familiar/sentimental (casamento), ser bem sucedido na área profissional.

Confesso que quando terminei de ler o texto eu estava sentindo um mal-estar. Várias questões começaram a surgir na minha mente. Lembrei de uma querida amiga que vivencia lutas em duas áreas de sua vida há mais de dez anos e sei que ela é uma pessoa fiel ao Senhor. Que ela O honra. Lembrei também dos Apóstolos de Cristo que sofreram terrivelmente por testemunhar e seguir Jesus. O Apóstolo Paulo é um exemplo de que há sofrimento na vida do cristão e não o sucesso como o homem entende . Vamos citar alguns episódios desse Apóstolo: ele fugiu de uma prisão arbitrária (2 Co. 11, 32-32); expulso de uma cidade - Antioquia - (At. 13, 50-51); foi apedrejado quase a morte em Listra (At. 14,19), na Macedônia foi açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco (At. 27,13), e por fim decapitado por Nero em Roma. Além do famoso espinho na carne mencionado em 2 Co. 12,7. Uma luta diária que ele teve que enfrentar até o fim por que Deus não removeu esse espinho. 

Lembrei também dos profetas que passaram por calabouços (Jr. 38,6), Exílio (Dn. 1,6), perseguição (Elias) em 1 Rs. 19,2, só para exemplificar a vida difícil que esses homens que honraram a Deus tiveram. Mesmo Daniel ascendendo as mais altas posições no reinado de Dário (Dn. 6, 1-2) não era o desejo dele estar ali (Dn. 9, 1-19).

Por que citei todos esses casos de agruras vivenciados por esses santos homens? Por que muitas pessoas, como esse influenciador, conectam honra a sucesso pelo prisma terreno. Isso tem assolado as igrejas e tem levado muitos cristãos a associarem bençãos, honra, sucesso a acontecimentos e experiências meramente humanas.

Esse influenciador citou como honra divina a alguém ser bem sucedido na vida sentimental, profissional e financeira. Quantos ímpios você conhece que são extremamente bem sucedidos em suas vidas? Deus está honrando ímpios? De acordo com o próprio texto que o influenciador citou, não! "... aqueles que me desprezam serão tratados com desprezo". (1 Sm. 2,30).

Então por que as pessoas cismam em atrelar ser bem-sucedido com bençãos divinas? Muito provavelmente por que não conseguem se conectar de verdade com o Reino de Deus. "... meu Reino não é desse mundo", disse Jesus. (Jo.18,36).

O que é verdadeiramente ser honrado por Deus, então? Em Mt. 10, 32-33, temos uma pista: "Quem pois, me confessar [honrar] diante dos homens eu também o confessarei [honrarei] diante do meu Pai que está nos céus. Atente para a localização de onde será esse reconhecimento [honraria]: nos céus.

Em Lucas 10,20 está escrito qual deve ser a nossa maior alegria: nossos nomes inscritos nos céus. De novo: Céu! Em Mt.25,34 está escrito: "então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi para vocês desde a criação do mundo". Que Reino é esse? Podemos ver por duas formas: físico e não físico. O primeiro está em João 14,2 "na casa de meu Pai há muitos aposentos, se não fosse assim, eu teria dito à vocês. Vou preparar lugar para vocês. Onde está o Pai? Mt.10,33 "... meu Pai que está nos céus". Novamente: céu ! O reino não físico: Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm. 14,17).

Qual é a maior honra que Deus pode atribuir a um homem? Considerá-lo vencedor !

“o vencedor herdará tudo isto, e Eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Ap.21,7); “...o vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte (Ap.2,11); “...ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que recebe” (Ap. 2,17); “Aquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei autoridade sobre as nações (Ap.2,26); “o vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do livro da vida mas o reconhecerei diante do meu pai e dos seus anjos (Ap.3,5); “Farei do vencedor uma coluna no santuário do meu Deus, e dali ele jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a Nova Jerusalém, que desce dos céus da parte de Deus; e também escreverei nele o meu nome nome” (Ap.3,12); “Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono.

Em Apocalipse estão enumeradas as honrarias que o vencedor receberá. Você pode está se perguntando: o que é ser um vencedor? É toda pessoa que consegue vencer o mundo. Em João 16,33 Jesus disse: “... neste mundo vocês terão aflições; contudo tenham ânimo! Eu venci o mundo. Se Jesus venceu o mundo então também temos que vencer. Precisamos imitá-lo, como disse Paulo: “sede meus imitadores, como eu sou de Cristo! (1Co.11,1). Olhemos para Cristo para tornarmos um vencedor e aí sim sermos honrados por Deus.

Meus irmãos não se iludam com os achismos desses que possuem uma visão distorcida do que é uma verdadeira vida cristã. Tenho compaixão dos irmãos que leram o texto desse  influenciador e ficaram com a vida mais pesada do que ela já tem sido. Estão agora carregando o peso da culpa por acharem que estão desonrando a Deus e por isso a vida não é um sucesso (pelo prisma do homem). Lembrem-se sempre: os ímpios também são grandemente bem-sucedidos em suas vidas. Muitos tem uma vida perto da perfeição. Deus não tem nada a ver com isso. Esse sucesso está explicado em Mt.5,45 “pois Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair chuva sobre justos e injustos”, e principalmente em Lc.16,8 “... porquanto os filhos deste mundo são mais sagazes entre si, na conquista dos seus interesses, do que os filhos da luz em meio a sua própria geração.”

O sucesso do ser humano em todas as áreas de sua vida está explicado por perseverança, sabedoria e conhecimento. Isso é responsabilidade do ser humano. Quando vocês virem uma pessoa dizer: foi Deus que me deu uma esposa/marido, maravilhosa (o), foi Deus que me deu o cargo de diretor numa empresa multinacional, foi Deus que me deu a casa na praia, não entendam de forma literal. Isso aí é uma falsa espiritualidade. Frequente um ambiente errado e se relacione (case) com uma pessoa de lá e veja se terá um casamento de sucesso. Não estude, não se aperfeiçoe para ver se conseguirá uma progredir na carreira profissional. Não estude, não trabalhe, não tenha uma vida financeira disciplinada e veja se conseguirá comprar uma casa na praia. Então como foi Deus que fez ou deu isso? Ele não fez e não deu nada! Ele permitiu! Isso é muito diferente.

As pessoas confundem honra na perspectiva de Deus com a honra na perspectiva humana e pioram ainda mais a confusão quando remetem a autoria de Deus quando é autoria humana. Receita perfeita para propagar fardos, culpas, sentimento de rejeição e amargura e até mesmo revolta contra Deus.

Mantenhamos o foco em Cristo e no seu Reino que não é desse mundo.

 

 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Perdão : um mandamento de Deus


Em Mt. 5, 23-24 está escrito: "portanto se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.

A Palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então, Deus também não nos perdoará. Foi isso que Jesus disse na oração do Pai nosso (Mt. 6, 14-15):
"Pois, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês.

Deus tem nos dado seu perdão gratuitamente, sem que o merecêssemos, e espera que sejamos misericordioso para com quem nos ofende. Se agirmos como Jesus nos ordenou, permaneceremos na reconciliação alcançada por Cristo. Contudo, se nos negarmos a perdoar, interromperemos o fluxo da graça de Deus em nossas vida  e nossa reconciliação com o Pai é comprometida pela ausência do perdão aos nossos semelhantes. 

As ofensas das pessoas contra nós não são nada perto das nossas ofensas que Deus deixou de levar em conta. E a premissa bíblica é de que se podemos ser perdoados por Ele, então também devemos perdoar a qualquer um que nos ofenda. Quem não perdoa está preso. Em Mt. 18,34 diz que "irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia". Além de preso aquele homem seria torturado como forma de punição. Isso aponta para uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia, depressão, enfermidades, debilidades físicas, raiva, autopiedade etc.

A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada.

O ofensor precisa merecer perdão? Não. Devemos perdoar como Deus nos perdoou. Em Ef. 4, 32, Paulo diz: "sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. Esse texto diz que nosso perdão e reconciliação para com os outros deve seguir o mesmo exemplo do que Deus em Jesus praticou para conosco. O perdão é uma ato de misericórdia. Não tem a ver com merecimento.

Quantas vezes temos que perdoar uma pessoa? A resposta está em Mt. 18, 21-22. Pedro pergunta à Jesus até quantas vezes tem que perdoar um irmão. Jesus responde: setenta vezes sete, ou seja, quatrocentos e noventa vezes. Aqui subentende-se que Jesus está enfatizando que não há limite para perdoar.

O único que lucra com a falta de perdão é o diabo, pois ele passa a ter domínio sobre a vida de quem está retendo o perdão. Em Ef. 4,27 diz que não devemos dar lugar ao diabo e em 1Pe. 5,8, que devemos resisti-lo. Mas quando nos recusamos a perdoar, estamos deliberadamente quebrando todos esses mandamentos.

O perdão é uma decisão e uma atitude de fé. O perdão não flui espontaneamente, deve ser gerado no coração por levar em consideração aquilo que Deus fez por nós e sua ordem é perdoar. As consequências da falta do perdão precisam ser lembradas, para dar mais munição à razão.

Lembremos sempre: perdoar os outros não é uma opção para os cristãos: é um mandamento. Vamos enfatizar alguns pontos:

1) Perdoar os outros quando eles nos ofendem faz parte da nossa gratidão a Deus por ter nos perdoado através da morte de Cristo na Cruz.

2) Perdoar as pessoas é uma demonstração de amor. Como Deus é o Pai que nos ama, Ele quer perdoar os nossos pecados para restaurar as nossas relações com Ele. Assim como Deus quer que amemos o nosso próximo, da mesma maneira devemos perdoá-los.

3) Perdoar os outros é um teste infalível da nossa fé. 

Portanto, meus irmãos, através desse texto , quero encorajar você a perdoar quem lhe fez mal. Mesmo que esse mal tenha arruinado a sua vida. Não continue arruinando a si mesmo, alimentando esse rancor, ressentimento, ódio, desejo de vingança. Ao fazer isso, você estará envenenando a si próprio e não consertará o que houve.

Ore a Deus diligentemente pedindo à Ele que o capacite a perdoar aquele que te fez mal. Passe a orar pelo ofensor, isso o ajudará a liberar o perdão. Que Deus te capacite, cure o seu coração e te abençôe poderosamente. 


Referencias:

SUBIRA, Luciano. Compreendendo o perdão. Disponível em: http://www.orvalho.com/ministerio/estudos-biblicos/compreendendo-o-perdao-por-luciano-subira/ Acesso em: 27 abr. 2019.

MOUCARRY, Chawkat. Perdoar como o Senhor perdoou. Disponível em: http://ultimato.com.br/sites/maosdadas/2016/01/22/estudo-biblico-perdoar-como-o-senhor-o-perdoou/ Aceso em 27 abr. 2019.


domingo, 3 de março de 2019

A santidade de Deus


Deus chama todo o cristão a uma vida santa. Não há exceção a esse chamado. Desde o cristão mais rico ao mais pobre. Do banqueiro cristão ao vendedor ambulante cristão.
Em 1Pe. 1, 15-16 diz: "mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: sejam santos, por que eu sou santo".

Esse chamado para uma vida santa justifica-se pelo fato de o próprio Deus ser santo. No texto anterior foi visto que ser santo é ser separado do mundo, é ter o caráter transformado pelo Espírito Santo. É ter uma mente transformada e moldada para as coisas de Deus e do seu Reino.

Em Lv. 19,2 Deus diz: sejam santos por que Eu, o Senhor, o Deus de vocês, Sou santo. Em Is. 57,15 está escrito: "pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre e cujo o nome é santo [...]." Deus é a própria santidade. Deus realmente tem que exigir santidade perfeita de todas as suas criaturas morais. É impossível que Ele ignore ou aprove qualquer mal cometido. Deus não pode nem por um segundo diminuir o seu padrão perfeito de santidade. 

O profeta Habacuque afirma: "Teus olhos são tão puros que não suportam ver o mal, não podes tolerar a maldade. (Hc. 1,13). É por Deus ser santo que nunca pode relevar ou desculpar qualquer pecados que cometamos, por menor que nos pareça. Aqui está a razão para sempre estarmos orando em arrependimento e pedindo perdão. Não podemos simplesmente pensar: isso aqui não é um pecado tão grande, Deus não vai se importar ! Se pensarmos assim, não vamos nos arrepender desse delito, não vamos pedir perdão e estaremos em falta com Deus. Por que NÃO vai ignorar qualquer delito por menor que seja. Por isso reforço a importância de sempre estarmos orando por perdão pelos nossos pecados sejam eles por pensamentos, palavras ou obra. Essa oração tem que ser diária e no momento imediato que nos damos conta que pecamos. O pedido de perdão tem que ser imediato. 

Bridges (2013) diz que "a santidade de Deus não deixa lugar para faltas leves ou fraquezas no nosso caráter pessoal." Apesar de sermos justificados por Cristo é nossa obrigação como Cristão obedecermos essa ordem de Deus: Sejam Santos ! O pecado é completamento incompatível com a santidade de Deus. Que vive no pecado está afastado da presença de Deus. Pecado é treva. Em 1Jo 1,5 diz que "[..] Deus é luz; Nele não há treva alguma". É por isso que os pecadores que amam o pecado serão retirados da presença de Deus para sempre. 

Para concluir, nada melhor do que mencionar Hb. 12,14: "[...] sem santidade ninguém verá o Senhor". Deus é santo, Ele não tolera pecado. Quando meditamos na santidade de Deus ficamos mais fortes e mais determinados a vivermos livres do pecado. Meditando no texto de Hb. 12,14 vemos a importância de não cedermos a vida de pecado. Quando você estiver em alguma situação que vá contra a santidade de Deus, pense em Hb. 12,14. Pense que se você adotar uma prática que contraria os mandamentos de Deus, você será banido da presença Dele para todo o SEMPRE.

Que possamos sempre está diante do nosso Deus nos arrependendo das nossas falhas e pedindo que o Espírito Santo nos ajude a seguir em busca da santidade e que Ele nos convença dos pecados que ainda estão nas nossas vidas. 



Referência:

BRIDGES, Jerry. A busca da santidade. Brasília, DF: Ed. Monergismo, 2013. 169 p. 

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pensamos na Eternidade ?

Salmo 90,10 diz que "os anos de nossa vida chegam a setenta ou a oitenta para os que têm mais vigor..." mesmo sabendo disso, agimos como fossemos viver para sempre nessa terra. Nossas preocupações, planos, expectativas normalmente giram em torno do nosso cotidiano e futuro aqui.

Ao ler o magnífico o livro de John Bevere, Movido pela Eternidade, tive os meus olhos abertos. Oro à Deus nesse momento, pedindo que abençoe esse querido irmão. Esse livro deveria ser lido por todo o Cristão. Nele, Bevere, discorre sobre a vida cristã e sua relação com a eternidade. Céu ou lago de fogo? Há muitos cristãos enganados achando que herdarão o Reino dos Céus por ter confessado Jesus como Senhor e afirmar que crer Nele. Isso não basta !!

Se alguém chegar para você hoje e dizer: o que você fizer nesse dia de hoje definirá como você viverá na eternidade. Como você viveria essas 24 horas ? Seria displicente ou diligente ? Se esforçaria para ter êxito e conseguir uma boa eternidade? Pois é , nossa vida inteira pode ser comparada a essa 24 horas. O que temos feito por nossa eternidade ? É uma dura reflexão, confesso.

Várias pessoas não estão edificado suas vidas naquilo que é eterno, a Palavra de Deus, mas sim sobre coisas etéreas, como cultura, tradição, percepções emocionais a respeito de quem é Deus. Isso se aplica tanto a não cristãos quanto a cristãos. Isso é grave ! Principalmente para os cristãos, já que esses tem certeza que estão no caminho certo e fazendo as coisas certas.

Temos que ter sempre em mente que os julgamentos de Deus são eternos. Não podemos arriscar a descobrir que estávamos equivocados quando atravessarmos a ponte para o outro lado. Haverá um Dia do Julgamento, o qual tem sido pré-ordenado desde a fundação do mundo (At. 17,31).

Bevere afirma, baseado em Hebreus 6,2, que os julgamentos naquele Dia são chamados de eterno. As decisões tomadas na ocasião, que serão baseadas em como alinhamos nossas vidas com a eterna Palavra de Deus, determinarão como passaremos o resta da nossa eternidade !

Muitos estão caminhando a passos largos rumo a Tribunal do Trono Branco (Ap.20,11) e achando que estão firmes a caminho do Tribunal de Cristo (2 Co. 5, 10). Que terrível !

Temos que avaliarmos nossa vida todo dia. Confrontar nossos atos com a Palavra de Deus diariamente.

Próximo texto pretendo abordar atitudes que podem levar ao Tribunal do Trono Branco, caso não haja arrependimento.