segunda-feira, 4 de novembro de 2024
Quando a rebeldia de alguém é uma ferramenta para a conversão de outros.
No capítulo 1 de Jonas vemos como ele deliberadamente fugiu da ordem dada por Deus: “vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, por que a sua maldade subiu até a minha presença.” No versículo 3 diz: “mas Jonas fugiu da Presença do Senhor, dirigindo-se para Társis.”
Nem todos que são profetas, escutam a voz de Deus e tem um chamado, sabem quem Deus é de verdade. No texto está dizendo que Jonas fugiu. Aqui eu pergunto: será que Jonas tinha conhecimento sobre quem Deus realmente é? Ele sabia sobre o caráter de Deus? Ou sabia somente em partes?
Pela ação que o profeta teve, nos leva a crer que ele não conhecia a Deus completamente. Jonas não mediu as consequências de sua rebeldia. Quando não medimos esse tipo de consequência, prejudicamos não somente a nós, mas também a quem nos cerca.
Nos versículos 6-8 vemos os marinheiros aflitos passando pela tribulação marítima por causa de Jonas. Eles sabiam que aquela tempestade era sobrenatural. No versículo 6 é dito que eles clamaram aos seus deuses e no versículo 10 eles perguntaram: “o que foi que você fez?” Pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor. O próprio Jonas confessou a eles.
Quantas vezes vemos pessoas que se dizem servir a Deus passando por árduas lutas e os ímpios que as cercam falam para elas orarem? Orientam a fazer sacrifícios, orações fortes etc.? Muitas vezes essas pessoas se comportaram como Jonas e as consequências da rebeldia delas é entendida até mesmo pelos ímpios, que percebem que há algo sobrenatural ocorrendo na vida delas.
O desconhecimento de quem é Deus, do seu caráter e de como Ele age pode levar muitas pessoas a caírem na desobediência, na rebeldia, achando que Deus não agirá. Não fará nada. Quando menos esperam se veem cercadas por ímpios numa tempestade em alto mar, sendo questionadas e orientadas por esses ímpios.
Se olharmos atentamente versículo por versículo do capítulo 1 do livro de Jonas veremos como o profeta se perdeu. Foi para o navio dos ímpios, adormeceu profundamente e não viu quando a tempestade começou, não despertou sozinho e foi necessário que o capitão do barco fosse acordá-lo e mandá-lo clamar a Deus etc. Veja a situação espiritual de Jonas pós rebelião. Saiu da presença de Deus e foi para Társis embarcar num navio cheio de adoradores de outros deuses (v.3). É exatamente assim que ocorre quando se desobedece a Deus. Sai da Presença dele e vai para presença de deuses falsos.
A consequência sempre vem. No caso de Jonas, os marinheiros tiveram que lançá-lo ao mar (v.15) para poder seguir viagem e não sucumbirem. “[..] pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este aquietou” (v.15). Deus não só pune a rebeldia como usa a punição pública para gerar temor e alcançar outros com a salvação.
No versículo 16 é dito que “ao verem [que o mar se aquietou], os homens adoraram ao Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos.” A punição à Jonas gerou temor no coração dos homens ímpios levando-os e reconhecer como Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra. O Deus apresentado por Jonas no versículo 9. Deus não perde oportunidade. Ele usa qualquer situação para gerar salvação para os marinheiros (v.16) e arrependimento à Jonas (capítulo 2).
Que possamos nos arrepender diariamente sem sermos rebeldes e sim humildes e com temor em nossos corações. Sigamos sempre em obediência ao Deus criador dos céus, da terra e do mar e Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.