segunda-feira, 22 de abril de 2019

A alegria na santidade


Esse é o último capítulo do livro A busca da santidade, dessa forma, chegamos ao fim dos fichamentos desse livro e, espero que tenha sido proveitoso para os que leram e seja para os que ainda irão ler.

Deus pretende que a vida cristã seja uma vida de alegria, não de tédio. A ideia de que santidade anda associada a uma disposição sombria é uma caricatura do pior tipo. De fato, acontece exatamente o contrário. Só aqueles que andam em santidade experimentam  verdadeira alegria.

Jesus disse: "Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim, como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja com vocês e a alegria de vocês seja completa"(Jo. 15, 10-11). Nesta afirmação, Jesus liga obediência com alegria, numa relação de causa e efeito; isto é, a alegria resulta da obediência. Só os que são obedientes, que buscam a santidade como estilo de vida, conhecerão a alegria que vem de Deus.

A verdadeira alegria só vem de Deus e ele partilha dessa alegria com os que andam em comunhão com ele. Quando Davi cometeu os terríveis pecados de adultério e assassinato, perdeu o seu senso da alegria de Deus, por ter perdido a comunhão com Deus. Depois disso, na sua oração de penitência, pediu a Deus: "Restitui-me a alegria da tua salvação" (Sl. 51,12). Uma vida de desobediência não pode ser uma vida de alegria.

A experiência diária do amor de Cristo está ligada à nossa obediência a ele. Isto não significa que o seu amor seja condicionado pela nossa obediência. Isso seria legalismo. Mas a nossa experiência do seu amor depende da nossa obediência. Outra causa da alegria é saber que estou obedecendo a Deus, que já não estou resistindo-lhe em alguma área específica da minha vida. Essa alegria torna-se particularmente evidente quando, após uma longa luta entre o Espírito e a nossa natureza pecaminosa, resolvemos final e radicalmente, pela sua graça, o problema dum pecado que nos assediava e nos dominava. Podemos chamar-lhe a alegria da vitória; eu prefiro chamar-lhe a alegria da obediência.

A Alegria não somente resulta de uma vida santa, mas há também um sentido em que a alegria ajuda a produzir uma vida santa. Neemias disse as desanimados exilados que tinham voltado a Jerusalém: "A alegria do Senhor é a vossa força. (Nm. 8,10). O cristão que vive em desobediência vive também privado de alegria e esperança, mas quando começa a entender que Cristo o libertou do reino do pecado, quando começa a ver que está unido àquele que tem todo o poder e autoridade, e que é possível andar em obediência, então começa a ter esperança.

É evidente que Deus não nos mandou ser santos sem providenciar os meios para tal. O privilégio de sermos santos é nosso, e a decisão e responsabilidade de sermos santos são nossas. Se fizermos essa decisão, experimentarmos a plenitude de gozo que Cristo prometeu àqueles que vivem em obediência a ele.


Referência:

BRIDGES, Jerry. A alegria da santidade. In:____. A busca da santidade. Brasília, DF. Ed. Monergismo, 2013. cap. 17, p. 161-165.