segunda-feira, 11 de agosto de 2025
Relacionamento Cristão
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
Quando a rebeldia de alguém é uma ferramenta para a conversão de outros.
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
Bençãos e maldições
domingo, 20 de agosto de 2023
Poderes político e religioso unidos desde sempre!
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Obediência: característica de quem ama à Deus
domingo, 22 de janeiro de 2023
Maior mandamento: amar à Deus
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Deus, o nosso pastor
Deus, o nosso
pastor
Salmo de Davi.
1O Senhor é o meu
pastor:
nada me faltará.
2Ele me faz descansar
em pastos verdes
e me leva a águas tranquilas.
3O Senhor renova
as minhas forças
e me guia por caminhos certos,
como ele mesmo prometeu.
4Ainda que eu ande
por um vale escuro como a morte,
não terei medo de nada.
Pois tu, ó Senhor Deus,
estás comigo;
tu me proteges e me diriges.
5Preparas um banquete para mim,
onde os meus inimigos me podem ver.
Tu me recebes
como convidado de honra
e enches o meu copo até derramar.
6Certamente a tua bondade
e o teu amor
ficarão comigo enquanto eu viver.
E na tua casa, ó Senhor,
morarei todos os dias da minha vida.
domingo, 9 de janeiro de 2022
O clamor é imprescindível
Na Bíblia há vários textos sobre oração, súplica e clamor. Um dos mais contundentes é Atos 7,34, onde o próprio Deus fala sobre isso: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos e desci para livrá-lo...” Esse mesmo texto também está em Êxodo 3,7.
Deus viu a opressão e escutou o
clamor do povo. Pela ordem dos verbos ver e ouvir podemos entender que Ele
desceu porque escutou o clamor do povo e não porque viu a opressão. Logo a chave
para o livramento foi clamor. Em Êxodo 2,23 nos aponta esse entendimento: “...os
israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até
Deus.”
Deus estava vendo tudo, mas o que
fez Deus agir foi o clamor. Em Nm. 20,16 diz “...mas, quando clamamos ao Senhor,
Ele ouviu o nosso clamor, enviou um anjo e nos tirou do Egito...”
Há diversos textos sobre Deus
escutando o clamor dos seus servos. Irmãos, nós que cremos no arrebatamento e
já entendemos pelas profecias que estamos no tempo desse cumprimento,
precisamos clamar. Veja que nós temos um paralelo: o povo de Israel escravizado
no Egito. Por causa dessa escravização eles clamaram e foram libertos. Deus enviou
um anjo para libertá-los (Nm.20,16). Nós estamos no Egito (mundo), a cada dia
que passa o sistema escravocrata está se manifestando. O que temos que fazer? Clamar!!
Vamos esperar ficar insuportável? Não há necessidade de agirmos assim. Clamemos
ao Todo Poderoso pela nossa libertação. O tempo é agora! Maranata!!!
Pai, sabemos que o tempo da vinda
de Jesus chegou. Clamamos a Ti que dê a ordem para Ele vir nos resgatar, vir nos
libertar. Como está escrito em Apocalipse 22
domingo, 2 de janeiro de 2022
A oração de Daniel
No capítulo 9, versículo 1 de Daniel diz que no primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos Medos o qual foi constituído rei sobre dos Caldeus, ele entendeu, pelos livros, que o número de anos de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de 70 anos.
Ele se voltou a Deus em oração e
súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. Aqui está um exemplo a ser seguida
pela noiva de Cristo. Também pelos escritos de Isaías 66, especificamente o
versículo 8: “Quem já ouviu uma nação nascer num só dia, ou pode-se dar à luz
um povo num instante?
Israel voltou a ser uma nação constituída
novamente em 14 de maio de 1948. A votação na ONU ocorreu em 29 de novembro de
1947 e foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha que deu o voto de minerva
para a criação do Estado de Israel. Diante desses fatos de 1947/1948, a
profecia de Isaías 66,8 foi cumprida.
Em Salmos 90,10 diz: “os anos de
nossa vida chegam a 70 ou a 80 para os que tem mais vigor, entretanto, são anos
difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos.
Em Mateus 24,32 há uma lição da
figueira: “quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar vocês
sabem que o verão está próximo. No versículo 34 diz “eu asseguro a vocês que
não passará esta geração até que todas estas coisas aconteçam.”
A figueira é uma ilustração de
Israel como é apresentada em Oséias 9,10:
“achei Israel
como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova...”
Em Jeremias essa ilustração também é apresentada: “então, me perguntou o
Senhor: Que vê tu, Jeremias? Respondi: figos; os figos muito bons e os muito
ruins, [...] A mim veio a palavra do Senhor, o Deus de Israel: de modo por que cujo
estes bons figos, assim favorecerei os exilados de Judá que enviei deste lugar
para as terras do Caldeus [...]”
Diante dos textos de Isaías,
Salmos e Mateus temos o seguinte conjunto de informações: uma nação sendo
estabelecida num único dia; uma geração tem duração de 70 a 80 anos e a geração
que visse o brotar da figueira era a geração do fim. Logo temos o seguinte:
florescimento da figueira em 14 de maio de 1948 mais 70/80 anos e o tempo do fim.
A contagem abriu em 2018. Precisamente em 14 de maio de 2018.
O que temos que fazer com essas
informações? O mesmo que Daniel fez ao saber que o tempo de duração do exílio
durante 70 anos: orar e clamar pela libertação! No Salmos 90,10 ainda é
destacada que voaremos ao final de 70/80 anos uma alusão ao arrebatamento.
Precisamos nos colocar na mesma
posição que Daniel um dia fez. Clamor, súplica, jejum e humilhação. Em 2 Pedro
3,12 “vocês devem esperar e apressar a vinda do Dia de Deus [...]”. Em Apocalipse
22,17 também diz: “O Espírito e a noiva dizem: Vem!”
Esses textos nos dão suporte para
clamarmos: Vem, Jesus! Apressa a Tua Vinda! Faça-nos voar ao Teu encontro.
Tira-nos dessa Babilônia! O tempo do exílio terminou.
Irmãos, precisamos clamar pela
vinda de Cristo nas nuvens. A janela de tempo está aberta. No Salmo 90,10 diz
que quem chega aos 80 anos, chega com canseira e enfado, ou seja, sobrecarregado
de lutas. Não vamos correr o risco de adentrarmos ainda mais no sistema da
besta. Há claramente duas janelas de tempo estabelecidas no Salmo 90.
Nesse ano de 2022, Israel fará 74
anos, estamos no limite para aproveitarmos essa primeira janela. Até 13/05/2022
Israel terá 73 anos, acrescido de sete anos do acordo citado em Daniel 9,27,
tem-se os 80 anos. Se passar disso, Deus pode usar a partir dos 80. Não temos
como saber! Ele tanto pode usar até 80 ou usar a partir do 80. É arriscado
ficar só esperando e assistindo já que temos um modelo de oração por libertação,
em Daniel 9 para seguirmos. O que podemos afirmar é que a janela está aberta
desde 2018.
Oremos apressando a Vinda de
Cristo! Maranata!
OBS: Sabemos
que há tempo determinados para os eventos como diz em Eclesiastes 3,1 e em
Apocalipse 9,15 também menciona essa cronologia exata. O que precisamos entender
que isso ocorre dentro dessas janelas de tempo estipuladas. O tempo está
marcado dentro desses blocos de tempo/período.
Que um dia para
o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia. (2Pe. 3,8). Em Gn. 2, 17 Deus
disse: “mas da árvore do conhecimento do
bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela
comeres, certamente morrerás.” Adão morreu com 930 anos (Gn.5,5). Ele morreu
antes de completar mil anos. Na janela de tempo divina, Adão morreu no mesmo
dia. Na janela de tempo humana ele viveu 930 anos. Ele tanto poderia morrer no
mesmo dia (no tempo humano) como morrer com mil anos (no tempo de Deus). Adão teve
uma janela de tempo de um dia até mil anos. No Salmos 90,10 vemos essa janela de
tempo na perspectiva humana: 70 a 80 anos. Tanto poderia ser aos 70 anos de Israel
como poderá ser aos 80 anos de Israel. Há aqui um bloco de tempo de 10 anos.
Estamos nesse intervalo e portanto precisamos clamar para que a promessa de voarmos
se cumpra.
domingo, 26 de dezembro de 2021
Alegria em meio as provações !
O texto de Tiago 1,2 é um dos mais aparentemente controverso: ter alegria no sofrimento. Ele diz: “meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois você sabe que a prova de sua fé produz perseverança” (Tg.1,2).
O foco é o resultado dessa prova:
perseverança. A perseverança leva o cristão a maturidade e integridade
(Tg.1,4). Essas características são necessárias para se tornar um vencedor. Aí
chegamos em Apocalipse 2 apontando as igrejas através de cartas e ao final de
cada uma, a frase: “ao vencedor ...” e cita uma promessa. Exemplo de promessas:
“ao vencedor darei direito de comer da árvore da vida...” (Ap. 2,7); “o vencedor
de modo algum sofrerá a segunda morte” (Ap. 2,11); “ao vencedor darei uma pedra
branca com um novo nome nela inscrito... (Ap. 2,17) etc.
Apocalipse aponta para o fim da
caminhada do ser humano aqui nessa terra como a conhecemos hoje. É nesse livro
que está citado o tribunal do Trono Branco (julgamento dos ímpios), e a menção
dos galardões dos salvos (Ap. 22,12).
Dito isso podemos conectar Tiago 1 ,2
a Apocalipse 2; 3, 22,12 além de 1Co.3,14-15; 2Co.5,10. Somente os que
perseverarem se tornarão vencedores e somente os vencedores serão
recompensados.
Em Ap. 22,12 menciona a volta de Jesus
trazendo seu galardão consigo. Naquele grande dia, todos os crentes que permanecem
fiéis ao Senhor, servindo a Ele com integridade, receberão e sua recompensa.
Paulo foi um servo que sofreu muitas
tribulações (naufrágio, cadeia, fome, nudez, espancamento) em favor do Reino de
Deus, porém ele esperava o dia em que receberia a sua coroa (recompensa). Ele
afirmou que “naquele dia” receberia “a coroa da justiça” que lhe havia sido
reservada (2 Tm. 4,8).
É por isso que Tiago fala para nos
alegrarmos com as provações porque são elas que nos capacitarão e nos
habilitarão para sermos vencedores. O foco não é a vida terrena. É muito
difícil lembrar dessa verdade, quando estamos atravessando momentos difíceis e que
não vemos saída. Situações que nos deixam infelizes e desanimados. A tendência natural é procurarmos uma saída a
nossa maneira mesmo que essa saída seja contra aos mandamentos de Deus. Somos
humanos e muitas vezes não conseguimos olhar para o mundo espiritual e eternidade
e discernir o momento doloroso que estamos passando.
Essa falta de foco também se deve as
mensagens de autoajuda e focadas na felicidade terrena que invadiram as igrejas
e são propagadas nas mídias sociais.
Voltemos então ao foco principal:
Reino de Deus e eternidade. Se conseguirmos entender que as provações são instrumentos
para habilitar a sermos vencedores e assim termos as recompensas celestiais,
podemos encontrar alegria em meio as lutas.
Oremos para conseguirmos manter o foco
na vida vindoura na eternidade. Sem esse foco, a tendência é nos rebelarmos
quando as provações vieram e muitas vezes permanecerem, o famoso “espinho na
carne” (2 Co.12,7). Prossigamos para o alvo, para
o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp.3,14).
domingo, 19 de dezembro de 2021
O caminho da sabedoria
Há muitas pessoas vivendo pesadamente porque não foram sábias. Pessoas consideradas inteligentes pelos que a cercam, cometem a insensatez em fazer escolhas erradas para a sua vida.
Ser inteligente não é ser sábio.
Inteligente é aquele que possui a capacidade de compreender e resolver
problemas e conflitos, adaptar-se a novas situações, ter conhecimento sobre
diversos assuntos etc. Já o sábio é aquele que teme a Deus: “o temor do Senhor
é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é o entendimento.” (Pv.
9,10).
O versículo fala sobre conhecer a
Deus e temê-lo. Todos que conhecem bem a Deus O temem. Aqui está a razão para a falta de temor de
muitos: eles não conhecem à Deus, ou não O conhecem bem.
Para conhecer a Deus é preciso se
comunicar com Ele através da oração e meditar em Sua Palavra. É por meio da
oração que podemos pedir sabedoria. Em Tiago 1,5 diz que: “se alguém de vocês
tem falta de sabedoria, peça-a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade;
e lhe será concedida.
Com a sabedoria concedida por
Deus saberemos, obviamente, a grande importância de temê-Lo e seguir os seus
mandamentos. Agindo assim faremos escolhas adequadas para a nossa vida. A
sabedoria oferece proteção. Proteção de uma escolha ruim em qualquer área de
nossas vidas. Normalmente a incidência de decisões equivocadas ocorrem nas
áreas profissional e sentimental. Essa última é um pesadelo caso haja uma má
escolha.
“Não abandone a sabedoria, e ela
o protegerá, ame-a, e ela cuidará de você” (Pv.4,6). Podemos entender da
seguinte forma: não abandone o temor ao Senhor, e Ele o protegerá, ame-O, e Ele
cuidará de você. Só se ama alguém se conhecê-lo bem. Mais uma vez a importância
de conhecer a Deus muito bem se manifesta. Para temê-Lo e amá-Lo é necessário conhecê-Lo
antes.
Quer fazer uma escolha com sabedoria?
Conhece a Deus verdadeiramente. Assim você não agirá como o tolo que é controlado
pelas emoções.
Vamos exemplificar para melhor entendimento:
uma moça que não conhece a Deus de forma suficiente e, portanto, não O teme completamente,
deixará que suas emoções a dominem. Ela dominada pelas emoções não terá
discernimento para escolher um rapaz para se casar. Sua visão ficará turva e se
baseará nas emoções que gritam que ela precisa casar-se para alcançar um determinado
status de sucesso. A meta dela será o casamento em si. Porque é isso que as
emoções (alma) dela está ordenando. Comportando-se como uma tola fará uma escolha
inadequada que terá um preço a ser pago. Preço alto!
Como então podemos nos proteger
de escolhas e decisões precipitadas e inadequadas? Sendo sábios! Como seremos
sábios? Amando e temendo a Deus. Como conseguir isso? Conhecendo a Deus muito bem!
Só conseguiremos conhecê-Lo de forma adequada e bem se tivermos uma vida diante
Dele. Para atingirmos esse ponto só através da oração, meditação da Palavra e
obediência. Eis aí a chave para trilhar o caminho da sabedoria.
Para aqueles que porventura venham
questionar sobre o sucesso e sabedoria dos ímpios, digo que eles obtém um
sucesso terreno e momentâneo que nada valem para a eternidade. Foquemos na
sabedoria dada por Deus para termos uma vida que glorifica à Ele e ao mesmo tempo
que essas escolhas e decisões sábias nos proporcione frutos (galardões) na vida
eterna.
domingo, 12 de dezembro de 2021
Esconderijo do Altíssimo
O Salmo 91 é um dos mais famosos se não for o mais dentre os outros 149 Salmos. É comum vermos a Bíblia aberta nele nas casas das pessoas ou ele colado na porta de entrada. É o famoso Salmo da proteção. Alguns pensam que é só recitá-lo e as promessas contidas nele passam a vigorar automaticamente em suas vidas.
Vamos meditar com mais atenção no
versículo 1 desse Salmos? “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à
sombra do Onipotente descansará.” Há uma promessa: descanso na sombra do
Onipotente. Para quem é a promessa? Para os que habitam no esconderijo do
Altíssimo.
Todas as promessas contidas no
Salmo 91 são somente para os que habitam no esconderijo de Deus. Não é para
qualquer pessoa. É para um grupo específico. O que é habitar no esconderijo do
Altíssimo? Vamos por parte: habitar significa morar, ter como residência fixa,
viver em. O termo viver para esse contexto de Salmo é o mais adequado.
Diante dos significados expostos
entendemos que somente aqueles que vivem na presença de Deus que alcançarão as
promessas citadas no Salmo 91. A prioridade de nossas vidas deve ser o de estar/viver
na Presença de Deus constantemente. É ter um relacionamento diário com Ele
através da oração. É obedecê-lo. É negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir
a Jesus (Mc.8,34). É permitir ser guiado pelo Espírito Santo.
O apóstolo Paulo escreveu: “porque
todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm.8,14).
Se são filhos de Deus logo as promessas do Salmo 91 são válidas para eles já
que Deus é um Pai bondoso. “...Ora se vós, que sois maus, sabeis dar coisas
boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas
aos que lhe pedirem” (Mt.7,11)
Se um filho obediente, fiel e
leal com certeza será contemplando com os livramentos contidos nesse Salmo.
Sempre lembrando que tudo é de acordo com a soberania de Deus. Por que é Ele
que conhece os planos que tem para cada um (Jr.29,11). Porque os pensamentos
Dele não são os nossos pensamentos, nem os nossos caminhos os caminhos Dele
(Is.55,8-10).
Então de acordo com a sua soberana
vontade, Ele cumpre as promessas nas vidas de seus filhos fiéis que se dispuseram
a viver em sua Presença. Quando você for ler o Salmo 91 na esperança de obter
aquelas bençãos citadas, faça um auto exame.
Veja se você pertence ao grupo
dos que vivem na Presença de Deus. Olhe para a sua vida e verifique se há um
relacionamento com Deus genuinamente. Não faça do Salmo 91 um amuleto gospel
pois não irá funcionar. O que funciona é estarmos sempre diante de Deus,
obedencedo-O, sendo fiel e assim alcançando suas bençãos por sua misericórdia.
domingo, 5 de dezembro de 2021
Trajes reais
Hoje falaremos sobre os versículos 1 a 3 do capítulo 5 do livro
de Ester:
“Três dias
depois, Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do
palácio, em frente do salão do rei. O rei estava no trono de frente para a entrada.
Quando viu a rainha Ester ali no pátio, teve misericórdia dela e estendeu-lhe o
cetro de ouro que tinha na mão. Ester aproxima-se e tocou a ponta do cetro. E o
rei lhe perguntou: ‘que há, rainha Ester? Qual é o seu pedido? Mesmo que seja a
metade do reino, lhe será dado.’
Ester estava numa situação
extremamente difícil: pressionada com o decreto que autorizava o extermínio do
seu povo e ao mesmo tempo tendo que ir contra a lei que dizia que ninguém
poderia se aproximar do rei sem ter sido convocado a presença dele.
O que aconteceu à Ester, acontece
conosco, guardada as devidas proporções. Muitas vezes nos sentimos
completamente sem saída, acreditando que realmente é o fim. O primeiro passo que Ester deu foi fazer um
jejum (Ester 4,16), depois vestiu seu traje de rainha e foi se colocar na
presença do rei. O jejum é a quebra do querer da carne, é a subjugação do
conforto e prazer. É a negação do Eu.
Primeiramente precisamos negar a
nós mesmo, subjugar a nossa carne e aí sim estaremos aptos a vestirmos as
vestes reais. Assumir a nossa identidade de filhos fiéis do Deus vivo.
Em Ap. 19,8 é dito “para vestir-se
foi-lhe dada linho fino, brilhante e pleno”. O linho fino são os atos justos dos
santos”. Esse versículo está se referindo a noiva de Cristo mencionada no
versículo 7 do mesmo capítulo.
Como noiva de Cristo é
imprescindível que vivamos em santidade e as boas obras (os bordados da
vestimenta de linho). Que nos é possível através do Espírito Santo. Qual o
significado do bordado? Originalmente há uma peça lisa de tecido sem nada sobre
ela. Mais tarde, algo é bordado nela com agulhas, e, mediante essa obra, o
tecido original e o que foi nela bordado com agulhas se tornam um apenas. Isso
quer dizer que, quando o Espírito de Deus trabalha em nós, Ele incorpora Cristo
em nós, isto é, o bordado.
Assim sendo podemos nos aproximar
do Rei [Jesus] em meio a nossa aflição e fazer o nosso pedido de libertação da
situação esmagadora que muitas vezes vivenciamos. Para escutar Dele: “qual é o
seu pedido?” Precisamos estar no mínimo com o espírito quebrantado e coração
contrito (Sl. 51,17).
Façamos como Ester fez: neguemos
a nós mesmo subjugando a nossa carne, amemos à Cristo de todo o nosso coração,
sendo um com Ele [vestes] e nos apresentemos diante Dele com a expectativa que
Ele cumprirá em nós a sua boa, perfeita e agradável vontade (Rm.12,2).
domingo, 28 de novembro de 2021
Tendo prazer em Deus
Depois de alguns textos sobre a maldição da idolatria, é necessário que se mostre o caminho de saída da vida idólatra. Será apresentado um fichamento do capítulo doze do livro “Ídolos do coração” de Elyse Fitzpatrick. Esse capítulo por título “Tendo prazer em Deus” aponta um caminho seguro para guardarmos nosso coração de ídolos.
Em 2 Sm. 6, 14-16 diz: “E Davi dançava
com todas as suas forças diante do Senhor [...] Assim Davi e toda a casa de
Israel subiam trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombeta [...]
quando [Mical] viu o rei Davi saltando e dançando diante do Senhor, ela o desprezou
em seu coração”.
O rei Davi, um homem seguindo o
coração de Deus (1 Sm. 13,14), dançou diante do Senhor de todo o coração. Era
precioso para ele estar próximo da presença de Deus, e ele demonstrou sua
grande alegria por meio de suas ações. Estava cheio “das expressões mais
intensas possíveis de alegria: dançou diante do Senhor com todas as suas
forças; saltou de alegria [...] Era uma expressão natural de seu grande
regozijo e da exultação de sua mente.” Davi estava cheio de alegria e prazer
porque ele e sua nação voltariam a experimentar a proximidade de Deus.
O profeta Malaquias disse: “Vós saireis
e saltareis como bezerro soltos no curral (Ml.4,2). Você alguma vez foi movido
pela glória de Deus, por sua bondade, santidade, gentileza e misericórdia, a
ponto de seu coração explodir de louvor? Pode imaginar-se enlevado a tal ponto
de ter vontade de dançar? Davi sabia como era “[saltar] como bezerros soltos no
curral.”
Um caminho para a verdadeira adoração
à Deus é a reflexão da nossa adoção. Por que Deus nos adotou? De acordo com
Pedro, foi para que anunciássemos “as grandezas daqueles que [nos] chamou das
trevas para sua maravilhosa luz” (1Pe.2,9). Você tem consciência de que foi
chamado com o propósito claro de proclamar as grandezas de Cristo? Seu coração
transborda de louvor pela graça e benevolência do Pai ao adotá-lo?
Uma forma de saber se seu coração está
repleto desse tipo de louvor é prestar atenção em suas palavras. O que você
louva? Que espécie de palavra transborda seu coração? É difícil imaginar um coração
repleto de louvor se a boca não o proclama. “Pois a boca fala do que o coração
está cheio.” (Mt.12,34).
Seu coração está cheio de ternos
pensamentos acerca da bondade de Deus? Então sua boca também estará. Que a
coincidência da bondade de Deus e da Graça de Deus nos cative a ponto de nossas
emoções serem aquecidas e nosso homem exterior (nossa boca, nossas mãos e nosso
corpo) refletirem grande amor.
Como seremos capazes de nos despir da
adoração a outros deuses se não formos completamente cativados pela adoração ao
Deus verdadeiro? A melhor forma de deter a idolatria é aprender a ter grande
prazer e alegria em Deus. Nosso coração só se desapegará de seus ídolos pelo
poder de um amor mais forte, o poder do amor do Pai por nós no evangelho.
Nós somos mornos em nosso louvor
porque não provamos a doce alegria da comunhão com Deus ou porque nos
esquecemos do regozijo que experimentamos quando descobrimos que Jesus era
amigo de pecadores.
Jesus resistiu à tentação de adorar
Satanás porque conhecia o prazer do sorriso de seu Pai. Um dos passos para
vencer a idolatria é aumentar nossa compreensão de prazer de sermos amados pelo
ser mais cativante de toda a criação. A adoração mais vigorosa acontecerá no
meio daqueles cuja mente contempla sem pressa a luz da verdade e cujo coração,
suas emoções, está tão próximo do fogo de Deus quanto é possível chegar sem ser
consumido.
Como o louvar a Deus? A verdadeira
adoração deve envolver seu corpo e seu coração, que abrange sua mente, suas
afeições e sua volição (vontade). Nosso ser exterior, o corpo deve participar
de algum modo: ao falar, cantar ou gritar; ficar em pé, ajoelhar-se ou
curvar-se (permanecer sentado nunca é a norma de adoração nas Escrituras); com
a cabeça curvada ou levantada, com as mãos erguidas ou batendo palmas. Simples
posturas exteriores não são antídoto para louvor insincero (Mc.7,6-7), mas as
Escrituras sempre associam uma atividade do corpo ao coração cativado pela
Glória de Deus.
O alegre louvor nasce da meditação na
misericórdia, graça, grandeza, justiça e bondade de Deus. Nas palavras de John
Piper, “Deus certamente é mais glorificado quando nos deleitamos em sua
grandeza do que quando somos tão indiferentes a ela, a ponto de mal sentirmos coisa
alguma.” Se você tem dificuldade em “deleitar-se na grandeza de Deus” ou em “transbordar
gratidão”, talvez seja porque ele não ocupa seus pensamentos e desejos. Com que
frequência você medita sobre a misericórdia ou bondade divina? Se anseia adorar
de todo coração, pode despertar suas emoções ao meditar no bondoso amor dele
por você. Revestir-se de adoração pura inclui meditar na bondade dele.
Agora reflita sobre a graça de Deus em
sua vida: Quem Ele é para você? O que Ele fez por você? De que maneira Ele o
amou? A lista das bençãos concedidas ao crente apresentada por Paulo em Ef. 1,
3-14 deve tocá-lo a ponto de fazer seu coração irromper em louvor por todos os
benefícios que você recebeu no Evangelho. Percebe como Deus o tratou com
bondade? Ao aproximar-se dele, exultando com essa bondade, você experimentará a
renovação da alegria concedida somente aos verdadeiros adoradores. Não tenha
medo de se regozijar em Deus por aquilo que Ele fez. Sua natureza nos é
revelada principalmente por meio daquilo que Ele fez por nós.
Ao procurar despir-se da adoração
idólatra e substituí-la por obediência, você terá de revestir-se de um coração
que valoriza, ama, celebra e se alegra na beleza, bondade, santidade e
majestade de seu Rei. Todos os outros deuses e suas promessas incertas ficarão
pálidas quando comparadas com a grandeza e a Glória do Senhor.
Esse texto é um incentivo a
revestir-se da verdadeira adoração. Além da alegria que toma conta de seus
louvores, essa adoração também deve mantê-lo e uma atitude de grato amor por
seu próximo. Deus procura adoradores (Jo.4,23) porque seu plano é nos
transformar naqueles que experimentam a alegria indescritível da adoração
inteiramente rendida a sua pessoa e a sua presença do amor interno e da
reverência cheia de admiração por elas e do deslumbramento maravilhoso com elas.
Que em todas as nossas ações procuremos nos sujeitar humildemente a obra de
Deus e adorá-lo em fervor, refletindo para Ele e para o mundo ao nosso redor a
excelência de sua graça gloriosa.
FITZPATRICK, Elyse. Tendo prazer em Deus In: FITZPATRICK, Elyse. Ídolos do coração: aprendendo desejar somente a Deus. 2. ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 2017. p. 219-235.
sábado, 20 de novembro de 2021
Ídolos do coração : quando a idolatria é incentivada
Estamos há três domingo falando sobre idolatria e esse texto será o quarto sobre em tema. Usaremos como texto-base Gn. 35,17, “E, quando padecia muito, tentando dar à luz, a parteira lhes disse: “não tenha medo, pois você ainda terá outro menino’ (NVI).
Para maior entendimento leia os
textos publicados anteriormente, principalmente o do dia 07 de novembro. Vamos
destacar esse texto de Gn. 35,17 em outras versões da Bíblia:
- Bíblia Judaica Completa: “Enquanto
ela [Raquel], sofria com as dores do parto, a parteira lhe disse: “não se preocupe,
este também é filho para você”.
- Nova Tradução na Linguagem de
Hoje (NTLH): “Quando as dores estavam no ponto mais forte, a parteira disse: -
não tenha medo, você vai ter outro filho homem.”
-Almeida Revista e Atualizada
(ARA): “Em meios as dores de parto, disse-lhe a parteira: não temas, pois ainda
terás este filho.”
As quatro versões apontam o
destaque que a parteira dá ao filho (ao nascimento) do menino, como forma de
consolo, ânimo, motivação para Raquel.
Dentre essas versões a NVI (nova
Versão Internacional) e a NTLH dão margem para uma interpretação diferente das
outras duas: um terceiro filho: “você ainda terá outro menino” e “você vai ter
outro filho homem.” Em parto normal, sabemos que é a cabeça que sai primeiro,
logo a parteira não poderia ver o gênero do bebê e como é utilizado o verbo no
tempo futuro “você terá”, entendemos que se trata de um terceiro filho já que
ela (parteira) ainda estava realizando o parto e empregou o verbo no futuro.
Não se tratava do bebê daquele parto (Benjamim) mas sim de um futuro bebê: o
terceiro filho.
É a partir desse entendimento que
o texto de hoje vai abordar o incentivo a idolatria. Como podemos ver, isso
acontece de forma despretensiosa com boa intenção. O que há de errado falar
para uma mulher que ela terá outro filho? Nenhum mal, aparentemente. Só que no
caso de Raquel esse incentivo, essa palavra motivacional era péssima. Era um
conselho, uma ideia para ela continuar na idolatria da maternidade.
Quantas vezes vemos isso nos
púlpitos? Diversas! Esse incentivo a idolatria vem em forma de mensagens de
autoajuda. Frases motivacionais. Palavras proféticas. Ao centrar as pregações
nas vontades humanas e suas realizações aqui na terra, o risco que se corre é
esse: motivar alguém a continuar idólatra.
Declaro que você terá sua casa
própria. Afinal Deus nos fez cabeça e não cauda! (distorção completa de Dt.28,13)
os pregadores param na primeira parte do versículo esquecendo de forma
proposital a segunda parte que diz: “se obedecerem aos mandamentos do Senhor”.
Quais mandamentos? Os listados em Ex.20 e para o nosso tema os explicitados nos
versículos 3 “não terás outros deuses além de mim”, 4 “não farás para ti nenhum
ídolo...”, 5 “não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás cultos.”
Ora, se há um ídolo no coração no
coração logo há quebra de três mandamentos e assim sendo Dt.28,13 não se
cumprirá na vida dessa pessoa.
É pregado isso nas igrejas seja
em cultos com presença física ou online? Na maioria das vezes, não! Com
mensagem que mais parecem palestras motivacionais, os cristãos não amadurecendo
(1Co.3,2; Hb.5,13).
Ao não amadurecer nem percebem
que estão na idolatria e continuam alimentando os ídolos escondidos no coração.
Entram num ciclo vicioso: mensagens antropocêntricas que alimentam os ídolos,
tornando-as mais idólatras e cada vez mais desejando mensagens
antropocêntricas. Essas pregações garantem ao idólatra, paz e conforto
dando-lhe certeza que está no caminho certo.
Eis o perigo de pastores e
mestres não confrontarem os membros de suas igrejas com o verdadeiro evangelho.
Aquele que só foco em Cristo e na eternidade (Fp.3,12-14).
Como a própria liderança só mantém
o foco na vida terrena então tudo o que é tido como sucesso aqui nesse mundo se
torna alvo e objeto de obsessão olhemos para a maioria das igrejas e vejamos o
que é tido como bençãos e honra por parte de Deus: sucesso na vida profissional
e financeira, casamento bem sucedido e ter uma boa rede de amigos (influência).
A pessoa que obtiver tudo isso
será considerada abençoada por Deus. Será um exemplo de servo bom e fiel já que
Deus o está abençoando e honrando. Quem não tiver nada disso será considerado
amaldiçoado, Deus o está castigando (está no deserto porque fez algo de
errado), ou está em rebeldia.
Esses são os conceitos de bençãos
e maldições dentro das igrejas. Sabemos pela própria Bíblia que isso é um equívoco
terrível. Em Filipenses 4,12 o apóstolo
Paulo deixa claro que um cristão pode viver com pouco: “sei o que é passar
necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em
toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou
passando necessidade.” O próprio Jesus disse: “as raposas têm suas tocas e as
aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a
cabeça.” (Lc.9,58)
O ser humano já é inclinado a
idolatria e a situação piora ainda mais quando ela é incentivada sutilmente por
pregações motivacionais centradas no que é sucesso para esse mundo. Além de
incentivar a idolatria, essas mensagens, por óbvio, são incapazes de ajudar a
identificar se a pessoa está acalentando um “bezerrinho de ouro” em seu
coração.
Meus irmãos devemos ter muito
cuidado com esses tipos de pregações que mais parecem palestras. Precisamos
orar e pedir à Deus para nos mostrar se temos algo em nosso coração que está
tomando o lugar de Deus. Precisamos urgentemente identificar e destruir quaisquer
ídolos em nossas vidas e rejeitarmos completamente todo e qualquer incentivo a
isso, por melhor que pareça a intenção da pessoa.
Que Jesus nos conceda Graça e força
para permanecermos somente Nele.
domingo, 14 de novembro de 2021
Ídolos do coração: inveja como consequência
No texto anterior a história de Raquel foi abordado e podemos identificar que a maternidade foi o ídolo dessa mulher. Em Gn. 30,1 é apontado uma das consequências dessa idolatria: inveja. “Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse à Jacó: dê-me filhos ou morrerei!”
Os desdobramentos provocados pela
idolatria são vários e perigosos. A inveja é um deles. Um abismo (pecado) chama
outro. Quando se constrói um ídolo para si e ainda não o possui, a obsessão
começa a fazer parte da vida da pessoa. A cobiça pelo objeto de adoração é tanta
que ela cai no buraco de algumas obras da carne, a saber: idolatria, discórdia,
ódio, ciúmes, ira, inveja (Gl.5,19-21).
Uma pessoa obcecada por algo,
perde a visão espiritual e passa a andar conforme o que ela vê. As circunstâncias
a domina a levando a caminhar em círculos: quanto mais se pensa sobre o desejo
mais anseia por ele, quanto mais anseia mais pensa. É um ciclo vicioso que
provoca mais e mais cegueira espiritual no idólatra.
A vida de alguém que nutre um
ídolo escondido no coração se torna insuportável quando ele é confrontado com a
vida de outro que possui o que ele mais deseja. Raquel era confrontada pela
fertilidade de Lia, sua irmã. Isso desencadeou a inveja, discórdia, ciúme.
Essas obras da carne se fortalecem de tal forma que consolida ainda mais a
idolatria. Isso destrói a vida espiritual de uma pessoa. O relacionamento com
Deus se torna completamente frágil porque mais cedo ou mais tarde, o idólatra
se voltará contra Ele. A resposta de Jacó à Raquel vai nessa direção. Em Gn.
30.2, ele responde: “por acaso estou no lugar de Deus que a impediu de ter
filhos?” Quem é o responsável pela infertilidade de Raquel segundo o marido
dela? Deus.
Isso acontece diariamente até os
dias de hoje. Deseja-se muito algo, torna-se obcecado por ele e Deus passa a
ser o responsável direto pelo infortúnio da não realização do desejo. Quando se
chega ponto, o relacionamento com Deus se deteriora rapidamente, tornando a
pessoa ainda mais idólatra. As consequências são desastrosas.
O ser humano sempre teve que
domar a sua tendência a idolatria, controlar o ímpeto de criar falsos deuses,
mas, atualmente tem sido muito mais difícil enfrentar tudo isso. Ao se deparar
nas muitas igrejas que exaltam o triunfalismo, o evangelho coach, as mensagens
de autoajuda e a confissão positiva, as pessoas tendem a acreditar que elas são
o centro e Deus tem a obrigação de providenciar tudo o que elas desejam.
Esse tipo de evangelho fortalece
o Eu e promove a idolatria. Tira Deus do centro e insere o homem. É um
evangelho antropocêntrico onde Deus é o gênio da lâmpada. Ao abandonar a
mensagem cristocêntrica, cai-se na mentira de que é possível encontrar
felicidade em algo ou alguém que não Deus, e essa é a ilusão da qual flui toda
a idolatria.
Toda pessoa que vive em idolatria
em algum momento se tornará um grande invejoso. Todo invejoso se compromete com
a discórdia. A discórdia gera a rebeldia que é feitiçaria. A pessoa tanto pode se
rebelar contra o seu próximo quanto contra a Deus. Em 1Sm. 15,23 diz: “pois o
rebelde é como pecado de feitiçaria...” A idolatria pode levar à feitiçaria
(rebeldia). A pessoa para ter o que o seu coração mais deseja pode se rebelar
contra os mandamentos estabelecidos por Deus. Além de idólatra, se torna
feiticeiro.
Quantas implicações!!
Por isso vigiemos o nosso
coração, peçamos à Deus para sondar o que há nele (Sl.139,23-24). Que a Palavra
de Deus possa ser lâmpadas para os nossos pés (Sl.119,105) e que possamos
ansiar por Deus de todo o nosso coração (Sl.42,1).
domingo, 7 de novembro de 2021
Ídolos do coração
O título desse texto é o mesmo do livro da autora Elyse Fitzpatrick. Nesse livro é abordado sobre a idolatria escondida no coração das pessoas. Incentivo você a lê-lo. Será muito edificante para sua vida.
Hoje vou abordar mais
especificamente a questão dos filhos, que foi um dos tópicos do texto
anteriormente publicado nesse blog “transformando benção em maldição. Elyse em um dos capítulos do seu livro abordou
a idolatria de Raquel (esposa de Jacó). Vou trazer para cá um resumo do entendimento
da autora e farei alguns apontamentos.
Elyse começa apontando a
inclinação de Raquel à idolatria quando a filha de Labão rouba os ídolos da casa
de seu pai. Essa cena é descrita em Gn. 31,19 “enquanto Labão tinha saído para
tosquiar suas ovelhas, Raquel roubou de seu pai os ídolos do clã...” Ela estava
saindo da sua vida segura ao lado do pai para o desconhecido, mesmo já sendo
casada, ela continuou na propriedade de seu pai. O seu mundo teve pouca
alteração. Com a decisão de Jacó, seu marido, de partir para longe de seu
sogro, Raquel se viu num terreno inseguro. A insegurança e ansiedade expuseram
a sua idolatria. Ela correu para os ídolos de seu pai em busca de conforto e
segurança para esse momento de mudança em sua vida.
Esses ídolos eram tão importantes
para Raquel que vemos no versículo 35 do mesmo capítulo 31, ela mentindo, ao
pai para poder continuar com os ídolos roubados: “Raquel disse ao pai: não se
irrite, meu senhor, por não poder me levantar em sua presença, pois estou com o
fluxo das mulheres.” Claro que ele não encontrou! Raquel tinha-os colocado dentro
da sela do seu camelo e estava sentada em cima, como é dito no versículo 34.
Ela roubou e mentiu para o pai e enganou o marido como fica claro no versículo
32: “... ora, Jacó não sabia que Raquel os havia roubado”.
Por essa narrativa vemos a
inclinação de Raquel a idolatria. Essa inclinação é vista de forma mais clara
quando ela diz à Jacó: “dê-me filhos ou morrerei!” (Gn.30,1). Na história bíblica
esse fato ocorre antes do roubo dos ídolos do pai. O roubo é a concretização da
idolatria que já dominava o coração de Raquel. A fala “dê-me filhos ou
morrerei!” é marcante demais porque a morte era melhor para ela do que continuar
viva e estéril. (Gn.29,31). O que é mais trágico nesse relato é constatarmos
que a idolatria a matou. A ideia adorada (maternidade) e objeto foco da
adoração (filhos, no plural) acabaram por matá-la. Ela não se contentaria (como
não se contentou mesmo) em ter um único filho. Mesmo nessa condição, Deus a
ouviu “então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou
fértil... deu à luz a um filho... deu-lhe o nome de José (Gn.30,23). Nesse
mesmo texto ela ainda afirma: “que o Senhor me acrescente ainda outro filho”. Ela
com i seu filho desejado nos braços e não conseguiu ser grata pela benção
alcançada. O foco continuou na sua obstinada meta: filhos!
Nesse texto não vemos Raquel
agradecendo à Deus, mas a vemos afirmando “Deus tirou de mim a minha humilhação”.
Isso não é agradecimento. O foco ainda é ela e a sua situação de competição com
a irmã Lia.
Em Gn. 35,16 vemos que Deus
atendeu o desejo dela de ter mais um filho. O fato de Deus nos atender nem sempre
é bom! Esse é o caso. “Raquel começou a dar à luz com grande dificuldade. E,
enquanto padecia muito, tentando dar à luz, a parteira disse-lhe: não tenha medo,
pois você ainda terá outro menino. Já a ponto de sair-lhe a vida, quando estava
morrendo deu ao filho o nome de Benoni mas o pai deu-lhe o nome de Benjamim.
Assim morreu Raquel...” (Gn.35,16-19). No fim ela deu nomeou o filho como sendo
“filho da minha aflição”. A alegria e prazer tão almejados foram transformados
em aflição!
A mulher que disse: “dê-me filhos
ou morrerei” (Gn.30,1), morreu em trabalho de parto (Gn.35,19).
Não é terrível essa situação? O
que ela mais desejava (filhos) a levou à morte.
Voltemos ao roubo de ídolos. O
roubo dos ídolos do pai foi depois que já havia tido o primeiro filho e antes
que ela tivesse o segundo. No versículo 32 do capítulo 31 há uma profecia de
Jacó de forma implícita: “quantos aos seus deuses, quem for encontrado com eles
não ficará vivo”. Jacó declarou morte para quem roubou os ídolos do sogro. Num
primeiro momento entendemos que a pessoa pega com os ídolos seria executada,
mas se olharmos mais profundamente podemos ver uma sentença profética na vida
de quem roubos aqueles ídolos.
Essa profecia implícita de Jacó
se cumpriu. Raquel morreu pela realização do seu grande desejo: filhos.
Com essa narrativa sobre os fatos
da vida de Raquel percebemos o quão perigoso e mortal é ter ídolos no coração.
A história dessa mulher ainda nos apresenta outros pontos a serem explorados
posteriormente: inveja (Gn.30,1), incentivo por terceiros a permanecer na
idolatria (Gn.35,17), a postura de Jacó em relação as suas esposas (Gn.30,15-16)
e depois aos seus filhos (Gn.37,3-4).
A idolatria mata! A idolatria
transforma bençãos em maldições. Nada de frutífero procede desse mal.
Aqui vemos de forma detalhada
como uma obsessão por um filho (ideia de maternidade) pode ser considerada um
desejo idólatra. Não importa se é da cultura, se o desejo é legítimo já que é
uma benção, se pode glorificar a Deus com o cumprimento daquele desejo (sonho).
Se ele (desejo/sonho) tomou o lugar de Deus então é idolatria e consequentemente
deixou de ser benção e passou a ser maldição.
Tomemos cuidado para não
transformarmos benção em maldição. A nossa oração diária deve ser: Pai, mostra-me
se há ídolos escondidos em meu coração e me liberte deles, se houver.
Que Deus nos dê entendimento e
discernimento para identificarmos qualquer coisa em nossas vidas que estejam
usurpando o lugar que é de Deus.
Indicação de livro:
FITZPATRICK, Elyse. Ídolos do
coração: aprendendo desejar somente a Deus. 2. ed. São Paulo: Ed. Vida Nova,
2017. 256 p.
domingo, 31 de outubro de 2021
Transformando benção em maldição
“Naquele dia o livro de Moisés foi lido em alta voz diante do povo, e nele achou-se escrito que nenhum Amonita ou moabita jamais poderia ser admitido no povo de Deus, pois eles, em vez de darem água e comida aos israelitas, tinham contratado Balaão para invocar maldição sobre eles. O nosso Deus, porém, transformou a maldição em benção” (Neemias 13, 1-2).
A última parte desse
texto é repetida incansavelmente nos púlpitos, vídeos, mensagens de texto: “Deus
transforma maldição em benção”. A reflexão de hoje irá percorrer o caminho
inverso: e quando nós transformamos as bençãos que Deus nos permite alcançar em
maldição? Isso é possível? Sim, é possível!
Nesse texto serão
apresentados dois fatos que são tidas como bençãos incontestáveis que podem se
tornar maldição na vida de alguém. Existem outros, mas por hora somente esses
dois serão abordados.
Primeiro: filhos. Em
Salmo 127,3 está escrito “os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que Ele
dá”. Está claro que ter filhos é uma dádiva concedida por Deus à muitas
pessoas. Em Dt. 28,4 é dito que “os filhos do seu ventre serão abençoados” e em
Gn. 1,28 é a prova dessa benção: “Deus os abençoou e lhes disse: “sejam férteis
e multipliquem-se...” Deus disse isso ao homem e a mulher, conforme o versículo
anterior desse texto citado.
Concordamos que ter
filhos é uma benção diante do exposto pela própria Bíblia. Então quando tê-los
se torna uma maldição? Quando os pais transformam os filhos em “bezerro de ouro”.
Quando o filho (s) se torna objeto de adoração, tornando os pais (ou um deles)
em idólatras. A maldição aqui é a idolatria. Vamos ver o que significa a palavra
idolatria no dicionário: 1) culto que se presta a ídolos; 2) amor excessivo,
admiração exagerada. Essa palavra é de origem grega eidolon , ídolo, e latreuein
, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração aos ídolos ou
imagens, quando é usado em sentido primário. Se usado num sentido mais lato,
pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição,
ambição (idéia) que toma lugar de Deus, de que lhe diminua a honra que lhe
devemos. Ficaremos com o sentido lato da palavra idolatria para trabalharmos o
tema nesse texto: “adoração a pessoa, ideia”.
A partir do momento que
uma mãe ou pai ama exacerbadamente o seu “filho precioso”, caiu no pecado da
idolatria. Como podemos diferenciar um amor genuíno ou um amor obsessivo? O
amor obsessivo constrói uma espécie de parede ao redor da pessoa/relação na
qual não há margem de manobra. É aquela mãe/pai que coloca o filho numa redoma
de vidro onde somente ela/ele tem acesso. É uma relação de exclusividade,
prioridade absoluta e extremamente controladora. Em contrapartida o amor
genuíno promove o crescimento, desenvolvimento almejado a independência e
maturidade do outro. É aquele amor que disciplina visando o amadurecimento. “Quem
se nega a castigar seu filho não ama, quem o ama não hesita em disciplinar”
(Pv. 13,24).
Quando há idolatria envolvida
também há dificuldade de correção. O amor obsessivo é tão descontrolado que o
filho se torna intocável, irrepreensível não importando o que ele faça. Quem vive
essa situação está completamente mergulhado na idolatria mas não se dá conta.
Justifica-se falando que é amor de mãe/pai, que é um cuidado a mais pela
situação turbulenta do mundo. Dificilmente admitirão que estão na idolatria.
Outra benção que pode se
tornar em idolatria (maldição): casamento. Segue exatamente os mesmos passos do
exemplo anterior. É uma benção e está na Bíblia: “Deus declarou: não é bom que
o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” (Gn.
2,18), no versículo 22 prossegue “com a costela que havia tirado do homem, o
Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele”. O próprio Deus instituiu o
casamento. Em Provérbios 18,22 está escrito “Quem encontra uma esposa encontra
algo excelente; recebeu uma benção do Senhor”.
Como podemos ver, o
casamento é uma benção de fato, mas ao se tornar o centro da vida de um dos
cônjuges ou do casal, torna-se idolatria. Quando tudo passa a andar em torno do
casamento e sua manutenção é um sinal de alerta. Muitos renunciam os preceitos
estabelecidos por Deus em sua Palavra para agradar e satisfazer o cônjuge. Por
que aquele casamento/cônjuge é muito mais importante do que Deus e Sua Palavra.
Há aqueles que idolatram a ideia do casamento que flerta com a perfeição e se
tornam ou se propõe a tornar um casal perfeito, pelo menos, na aparência. Fazem
isso em nome de uma “glorificação ao Senhor”.
Vamos glorificar ao Senhor com o testemunho do nosso relacionamento.
Veja, a intenção é maravilhosa, mas pode sim está havendo uma idolatria não só
ao cônjuge, mas também a imagem de casamento abençoado. A famosa frase: “história
de amor escrita pelo dedo de Deus”. Há muitos que veneram essa imagem/aparência
dos relacionamentos e não percebem que é uma idolatria. Ela está escondia na
justificativa: “estamos glorificando a Deus com o nosso relacionamento”. Isso
tanto pode ser verdade como pode ser mentira. O grande problema é se for
mentira! Porque estarão enfileirados no rol dos idólatras.
Apontei essas duas
situações sobre filhos e casamentos porque são as ditas “vacas sagradas”,
bezerros de ouro” da igreja evangélica. É muito difícil falar sobre a idolatria
nessas áreas e sabemos que há. Não é abordado nos púlpitos das igrejas e isso
pode estar levando muitos ao inferno. Não se iluda!!! Deus abomina qualquer tipo
de idolatria. Ap. 22,15 “Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que
cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e
praticam a mentira.”
Como vimos no início do
texto, a idolatria é muito mais que se prostrar diante de imagens feitas por
mãos de homens. É amar exageradamente uma pessoa, uma ideia. Quem vive isso
também é idólatra e ficará de fora do Reino de Deus como está escrito em Ap.
22,15.
domingo, 24 de outubro de 2021
Ser honrado por Deus !
"...Honrarei aqueles que me honram mas
aqueles que me desprezam serão tratados com desprezo." (1Sm. 2,30)
Recentemente um influenciador cristão usou esse texto em rede social para
discorrer sobre o sucesso humano e a reação das pessoas que presenciam esse
logro. Exemplos de honraria: bençãos de Deus na vida de alguém, sucesso na vida
familiar/sentimental (casamento), ser bem sucedido na área profissional.
Confesso que quando terminei de ler o texto eu estava sentindo um
mal-estar. Várias questões começaram a surgir na minha mente. Lembrei de uma
querida amiga que vivencia lutas em duas áreas de sua vida há mais de dez anos
e sei que ela é uma pessoa fiel ao Senhor. Que ela O honra. Lembrei também dos
Apóstolos de Cristo que sofreram terrivelmente por testemunhar e seguir Jesus.
O Apóstolo Paulo é um exemplo de que há sofrimento na vida do cristão e não o
sucesso como o homem entende . Vamos citar alguns episódios desse Apóstolo: ele
fugiu de uma prisão arbitrária (2 Co. 11, 32-32); expulso de uma cidade -
Antioquia - (At. 13, 50-51); foi apedrejado quase a morte em Listra (At.
14,19), na Macedônia foi açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco
(At. 27,13), e por fim decapitado por Nero em Roma. Além do famoso espinho na
carne mencionado em 2 Co. 12,7. Uma luta diária que ele teve que enfrentar até
o fim por que Deus não removeu esse espinho.
Lembrei também dos profetas que passaram por calabouços (Jr. 38,6), Exílio
(Dn. 1,6), perseguição (Elias) em 1 Rs. 19,2, só para exemplificar a vida
difícil que esses homens que honraram a Deus tiveram. Mesmo Daniel ascendendo
as mais altas posições no reinado de Dário (Dn. 6, 1-2) não era o desejo dele
estar ali (Dn. 9, 1-19).
Por que citei todos esses casos de agruras vivenciados por esses santos
homens? Por que muitas pessoas, como esse influenciador, conectam honra a
sucesso pelo prisma terreno. Isso tem assolado as igrejas e tem levado muitos
cristãos a associarem bençãos, honra, sucesso a acontecimentos e experiências
meramente humanas.
Esse influenciador citou como honra divina a alguém ser bem sucedido na
vida sentimental, profissional e financeira. Quantos ímpios você conhece que
são extremamente bem sucedidos em suas vidas? Deus está honrando ímpios? De
acordo com o próprio texto que o influenciador citou, não! "... aqueles
que me desprezam serão tratados com desprezo". (1 Sm. 2,30).
Então por que as pessoas cismam em atrelar ser bem-sucedido com bençãos
divinas? Muito provavelmente por que não conseguem se conectar de verdade com o
Reino de Deus. "... meu Reino não é desse mundo", disse Jesus.
(Jo.18,36).
O que é verdadeiramente ser honrado por Deus, então? Em Mt. 10, 32-33,
temos uma pista: "Quem pois, me confessar [honrar] diante dos homens eu
também o confessarei [honrarei] diante do meu Pai que está nos céus. Atente
para a localização de onde será esse reconhecimento [honraria]: nos céus.
Em Lucas 10,20 está escrito qual deve ser a nossa maior alegria: nossos
nomes inscritos nos céus. De novo: Céu! Em Mt.25,34 está escrito: "então o
rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'venham benditos de meu Pai! Recebam
como herança o Reino que foi para vocês desde a criação do mundo". Que
Reino é esse? Podemos ver por duas formas: físico e não físico. O primeiro está
em João 14,2 "na casa de meu Pai há muitos aposentos, se não fosse assim,
eu teria dito à vocês. Vou preparar lugar para vocês. Onde está o Pai? Mt.10,33
"... meu Pai que está nos céus". Novamente: céu ! O reino não
físico: Pois
o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito
Santo (Rm. 14,17).
Qual é a maior honra que Deus pode atribuir a um homem?
Considerá-lo vencedor !
“o vencedor herdará tudo isto, e Eu serei seu Deus, e ele
será meu filho” (Ap.21,7); “...o vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte
(Ap.2,11); “...ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra
branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que recebe”
(Ap. 2,17); “Aquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei
autoridade sobre as nações (Ap.2,26); “o vencedor será igualmente vestido de
branco. Jamais apagarei seu nome do livro da vida mas o reconhecerei diante do
meu pai e dos seus anjos (Ap.3,5); “Farei do vencedor uma coluna no santuário
do meu Deus, e dali ele jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus e o
nome da cidade do meu Deus, a Nova Jerusalém, que desce dos céus da parte de
Deus; e também escreverei nele o meu nome nome” (Ap.3,12); “Ao vencedor darei o
direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e
sentei-me com meu Pai em seu trono.
Em Apocalipse estão enumeradas as honrarias que o vencedor
receberá. Você pode está se perguntando: o que é ser um vencedor? É toda pessoa
que consegue vencer o mundo. Em João 16,33 Jesus disse: “... neste mundo vocês
terão aflições; contudo tenham ânimo! Eu venci o mundo. Se Jesus venceu o mundo
então também temos que vencer. Precisamos imitá-lo, como disse Paulo: “sede
meus imitadores, como eu sou de Cristo! (1Co.11,1). Olhemos para Cristo para
tornarmos um vencedor e aí sim sermos honrados por Deus.
Meus irmãos não se iludam com os achismos desses que possuem
uma visão distorcida do que é uma verdadeira vida cristã. Tenho compaixão dos
irmãos que leram o texto desse influenciador e ficaram com a vida mais pesada
do que ela já tem sido. Estão agora carregando o peso da culpa por acharem que
estão desonrando a Deus e por isso a vida não é um sucesso (pelo prisma do
homem). Lembrem-se sempre: os ímpios também são grandemente bem-sucedidos em
suas vidas. Muitos tem uma vida perto da perfeição. Deus não tem nada a ver com
isso. Esse sucesso está explicado em Mt.5,45 “pois Ele faz nascer o seu sol
sobre maus e bons e faz cair chuva sobre justos e injustos”, e principalmente
em Lc.16,8 “... porquanto os filhos deste mundo são mais sagazes entre si, na
conquista dos seus interesses, do que os filhos da luz em meio a sua própria
geração.”
O sucesso do ser humano em todas as áreas de sua vida está
explicado por perseverança, sabedoria e conhecimento. Isso é responsabilidade
do ser humano. Quando vocês virem uma pessoa dizer: foi Deus que me deu uma
esposa/marido, maravilhosa (o), foi Deus que me deu o cargo de diretor numa empresa
multinacional, foi Deus que me deu a casa na praia, não entendam de forma
literal. Isso aí é uma falsa espiritualidade. Frequente um ambiente errado e se
relacione (case) com uma pessoa de lá e veja se terá um casamento de sucesso.
Não estude, não se aperfeiçoe para ver se conseguirá uma progredir na carreira
profissional. Não estude, não trabalhe, não tenha uma vida financeira
disciplinada e veja se conseguirá comprar uma casa na praia. Então como foi
Deus que fez ou deu isso? Ele não fez e não deu nada! Ele permitiu! Isso é
muito diferente.
As pessoas confundem honra na perspectiva de Deus com a
honra na perspectiva humana e pioram ainda mais a confusão quando remetem a
autoria de Deus quando é autoria humana. Receita perfeita para propagar fardos,
culpas, sentimento de rejeição e amargura e até mesmo revolta contra Deus.
Mantenhamos o foco em Cristo e no seu Reino que não é desse
mundo.
quinta-feira, 13 de maio de 2021
Avivamento
O avivamento é a manifestação da presença de
Deus no coração de seu povo. Essa manifestação
traz consigo o temor de Deus. Este temor, por sua vez, nos faz reconhecer a santidade Dele e o quanto precisamos nos consertar,
abandonando nossos pecados.
Em um
avivamento, o arrependimento é o “personagem principal. Sem arrependimento
não há avivamento.
Portanto, das coisas que acontecem em um avivamento, o arrependimento de pecados é praticamente a principal, pois o arrependimento é o
início da mudança para uma vida com Deus!
Quem quer se aproximar de Deus através de um avivamento, deve afastar-se de seus
próprios pecados, arrependendo-se! É fazer exatamente o que Jesus falou:
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si
mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9,23).
Num
avivamento, o pecado é odiado e
abandonado, e a Palavra de Deus é
desejada e engrandecida. Esta é a evidência de um verdadeiro avivamento!
A Palavra de Deus limpa, cura, sara. “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,” (Efésios, 5,26); Desvio meus pés de todo caminho mau, para observar a tua palavra." (Salmo 119:101)
Primeiro o temor de Deus desce ao nosso
coração, nos fazendo reconhecer os nossos pecados e a necessidade de nos
consertarmos para com Ele. Depois disso vem o arrependimento, que é a evidência de
que um verdadeiro avivamento está acontecendo dentro de nós. E então vem a leitura,
conhecimento bíblico e prática constante da palavra do
Senhor. Essas coisas são as evidências de um avivamento vindo
verdadeiramente de Deus.
Os
crentes tornam-se cheios do Espírito Santo,
porque de todas as coisas que acontecem em um avivamento, esta é inevitável!
Ao serem cheios do Espírito Santo, os filhos de Deus também se revestem de poder, capacidade e
coragem para pregar a Palavra de Deus, cada um de acordo com seu chamado
recebido do Senhor! (At 1:8; 1 Co 12: 7-11; Ef 4:11-13).
O apóstolo Paulo é um bom exemplo do que acontece em um avivamento, pois
Nele foi gerado o temor do Senhor, e assim reconheceu seus pecados contra Deus
(At 26:9; 1 Tim 1:15);
1. Ele arrependeu-se de seus pecados após tê-los reconhecido (Fp 3:7-8);
2. Ele desviou seus pés do caminho de maldade que trilhava, e assim começou
a aprender do Senhor Jesus com os discípulos (Gl 1:15-18);
3. Depois disso, ele buscava a Deus constantemente junto com outros irmãos
(At 13:1-2);
4. Finalmente esteve cheio do Espírito Santo para cumprir seu chamado.
As pessoas comumente confundem movimentos com avivamento. Principalmente no meio Pentecostal. Se não houver um arrependimento genuíno e um quebrantamento de espírito, é impossível que um avivamento verdadeiro ocorra.
Estamos aguardando ansiosamente o cumprimento de Atos 2 novamente. Só participará desse evento quem já está se preparando para isso.
Como é a preparação ? Separação diária do pecado, negando a si mesmo, arrependimento
constante, leitura e meditação da Palavra, oração e jejum. Tudo isso gera uma
maior intimidade com Deus, nos deixando mais sensíveis ao Espírito Santo e suas
ordens, orientações, conselhos e exortações. Quando ocorrer novamente o mistério
de Atos 2 , “o que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará
a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1, 9-10), também
se cumprirá Malaquias 3, 17-18: “E eles serão meus, diz o Senhor dos
Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa
a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o
justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.”
Não queira ficar de fora desse que será o maior mover do
Espírito que já houve nessa terra. Se aproxime diariamente de Deus, buscando Sua
face de todo o seu coração. Peça a Ele que quebrante você, que te deixe cada
vez mais sensível ao Espírito Santo.
Que o Senhor dos Exércitos nos fortaleça e derrame sobre nós o seu poder.
Referência:
FILGUEIRAS, Gabriel. 5 coisas que acontecem no avivamento, a terceira é evidência. Disponível em: https://bibliaseensina.com.br/coisas-que-acontecem-em-um-avivamento/ Acesso em: 13 maio 2021.